Trump pede envio de navios de guerra para proteger Estreito de Ormuz em meio à guerra no Oriente Médio

Trump solicitou a vários países aliados o envio de navios de guerra para reforçar a segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo
Redação NC News
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que solicitou a vários países aliados o envio de navios de guerra para reforçar a segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo.

A declaração foi feita durante conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, enquanto o presidente retornava da Flórida para Washington.

Segundo Trump, os Estados Unidos estariam negociando com cerca de sete países que dependem do petróleo do Oriente Médio para formar uma coalizão responsável por patrulhar a região e garantir a passagem de navios petroleiros.

Estreito de Ormuz é ponto estratégico para o petróleo mundial

O Estreito de Ormuz é considerado uma das passagens marítimas mais sensíveis do planeta. Grande parte do petróleo produzido no Oriente Médio passa pelo local antes de seguir para mercados da Ásia, Europa e América.

A segurança da rota ganhou ainda mais importância após a escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e forças dos Estados Unidos.

Trump também afirmou que pode adiar uma viagem planejada para a China, embora autoridades americanas tenham dito que qualquer mudança de agenda estaria relacionada a questões logísticas da guerra.

Ataques se espalham pelo Golfo

Nos últimos dias, países do Golfo registraram novos episódios de ataques com mísseis ou drones. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram incidentes recentes ligados à escalada militar.

O governo iraniano chegou a alertar sobre a possível evacuação de três portos estratégicos nos Emirados Árabes Unidos, numa ameaça inédita contra estruturas que não pertencem diretamente aos Estados Unidos.

Aeroporto de Dubai retoma voos após ataque com drone

Um drone atingiu um tanque de combustível próximo ao Aeroporto Internacional de Dubai, provocando um incêndio que obrigou a suspensão temporária das operações.

As autoridades informaram que o fogo foi controlado rapidamente e não houve registro de vítimas. Após o incidente, os voos começaram a ser retomados gradualmente.

Guerra já deixou milhares de mortos

O conflito em andamento já provocou milhares de mortes e deslocamentos na região.

Segundo dados divulgados por autoridades locais:

  • aproximadamente 1.300 pessoas morreram no Irã
  • 850 mortes foram registradas no Líbano
  • 12 pessoas morreram em Israel
  • 13 militares americanos perderam a vida, incluindo seis em um acidente aéreo no Iraque

No Líbano, mais de 800 mil moradores foram obrigados a deixar suas casas, agravando a crise humanitária.

Estilhaços de míssil caem perto de local sagrado em Jerusalém

Fragmentos de um míssil interceptado caíram perto da Igreja do Santo Sepulcro, localizada na Jerusalém.

O impacto atingiu o telhado do Patriarcado Ortodoxo Grego, situado a poucos metros do templo religioso. Apesar do susto, não houve relatos imediatos de feridos.

A Cidade Velha de Jerusalém reúne locais sagrados para cristãos, judeus e muçulmanos.

País europeu rejeita acusação de participação na guerra

O governo da Romênia afirmou que não faz parte do conflito após declarações de autoridades iranianas sugerirem que o país poderia ser considerado participante da guerra.

A acusação surgiu após menções ao uso de bases aéreas romenas por forças americanas. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores romeno declarou que a prioridade do país é apoiar iniciativas diplomáticas para reduzir a escalada militar.

Crise já impacta preços de energia e economia global

A guerra também provoca reflexos nos mercados internacionais de energia.

O preço do petróleo chegou a ultrapassar os US$ 100 por barril nos últimos dias. Embora tenha registrado leve recuo nesta segunda-feira, o valor ainda permanece elevado.

Segundo Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, os países membros ainda possuem grandes reservas emergenciais e podem liberar mais petróleo para estabilizar o mercado caso seja necessário.

País asiático adota medidas para economizar combustível

O impacto da crise energética já começa a atingir alguns países.

No Sri Lanka, o governo decidiu fechar escolas, universidades e repartições públicas todas as quartas-feiras como forma de reduzir o consumo de combustível diante da possibilidade de escassez.

Além disso, o país anunciou recentemente um aumento de 8% no preço dos combustíveis, enquanto longas filas voltaram a ser registradas em postos de gasolina.

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