O Ibama liberou a captura e o abate do pirarucu em áreas onde a espécie não é nativa, incluindo o Lago Paranoá. A medida foi oficializada nesta quinta-feira (19) e busca reduzir os impactos ambientais causados pela presença do peixe fora da Amazônia.
A norma estabelece que o pirarucu é considerado invasor em diferentes bacias hidrográficas brasileiras, como as regiões do Paraná, São Francisco e Atlântico Sudeste, entre outras.
Nesses locais, a eliminação da espécie passa a ser permitida como forma de proteção ao equilíbrio ecológico.
Pesca liberada o ano inteiro e sem limite
Com a nova regra, não há restrição de período, tamanho ou quantidade para a captura do peixe. A autorização vale tanto para pescadores profissionais quanto para amadores.
Outro ponto importante é que os exemplares capturados não podem retornar ao ambiente, sendo obrigatório o abate.
Presença no Lago Paranoá preocupa autoridades
De acordo com o Instituto Brasília Ambiental, a presença do pirarucu no Lago Paranoá é resultado de ações humanas irregulares.
Entre as possíveis causas estão solturas intencionais e acidentes envolvendo estruturas privadas, como tanques e criadouros próximos à água.
Espécie ameaça equilíbrio do ecossistema
Especialistas alertam que a introdução de espécies fora de seu habitat pode gerar consequências graves. No caso do pirarucu, os riscos incluem:
- Predação de espécies nativas
- Alteração da cadeia alimentar
- Desequilíbrio ecológico
- Redução da biodiversidade
Sem predadores naturais, a tendência é que o peixe se multiplique rapidamente.
Registros de exemplares já foram feitos
A presença do pirarucu no Lago Paranoá já foi registrada em diferentes momentos.
Nos últimos anos, vídeos e relatos mostraram exemplares de grande porte, incluindo um peixe com cerca de 2 metros de comprimento, o que reforça a preocupação com a expansão da espécie no local.
Ibama aposta em conscientização ambiental
Além da liberação da pesca, o Ibama pretende intensificar ações educativas.
A iniciativa busca alertar a população sobre os impactos da introdução de espécies exóticas em ambientes onde não ocorrem naturalmente, prática que pode comprometer todo o ecossistema local.