Uma força-tarefa composta pela Polícia Militar de Rondônia, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) desarticulou uma atividade de mineração clandestina no distrito de Bom Futuro, em Ariquemes, nesta sexta-feira (20). A ofensiva, realizada após denúncias de exploração irregular, resultou na prisão de envolvidos e no confisco de maquinários utilizados para a extração de cassiterita.

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A operação integrada ocorreu nesta semana no distrito de Bom Futuro, em Ariquemes, com o objetivo de frear a extração ilegal de minério na região. A ação foi deflagrada após órgãos ambientais receberem alertas sobre atividades fora das normas vigentes. No local, as equipes flagraram a extração de cassiterita ocorrendo além dos limites autorizados por licenças ambientais. Diante da ilegalidade, os responsáveis foram detidos e encaminhados à Polícia Federal, enquanto o maquinário foi apreendido para impedir a continuidade do dano ecológico.
Divergência de licenças e novas frentes
Durante a abordagem, os responsáveis pela atividade chegaram a alegar que possuíam autorização vinculada a uma cooperativa local. No entanto, técnicos da Sedam realizaram medições geográficas e constataram que a mineração estava sendo executada em área não licenciada.
Em varreduras complementares, o BOPE identificou outras frentes de exploração mineral nas proximidades, todas operando sem qualquer tipo de permissão legal. A PM não divulgou o número exato de detidos nem a quantidade total de máquinas recolhidas, informando apenas que os equipamentos foram levados para o pátio do BPA.
Riscos ao ecossistema
Autoridades ambientais reforçaram que a extração mineral desordenada e sem licenciamento é um dos principais fatores de degradação em Rondônia. A atividade sem controle técnico causa o assoreamento de rios, a destruição da camada fértil do solo e a perda severa de biodiversidade local. A interrupção da lavra clandestina é vista como um passo essencial para evitar danos irreversíveis à bacia hidrográfica da região.