Os casamentos no Brasil estão durando menos ao longo das últimas décadas. Em 1985, a média de duração até o divórcio era de cerca de 20 anos.
Em 2005, esse tempo caiu para 14,5 anos e, em 2025, a estimativa é de 13,7 anos, consolidando uma tendência de redução nas uniões formais.
A queda representa uma mudança significativa no comportamento da sociedade brasileira, que passou a encarar o casamento de forma menos rígida.
Ao longo de 40 anos, o tempo médio das relações diminuiu em mais de seis anos, refletindo transformações culturais e sociais.
Norte tem os casamentos mais curtos
A análise por regiões revela um cenário desigual no país. O Norte aparece com os casamentos mais curtos, com média de 9,5 anos, ficando bem abaixo da média nacional. Em seguida estão o Centro-Oeste, com 10,5 anos, e o Sul, com 11,4 anos.
Já o Nordeste se destaca por registrar as uniões mais duradouras do Brasil, com média de 13,3 anos. O Sudeste aparece em posição intermediária, com média de 11,6 anos, mostrando um equilíbrio entre os extremos observados no país.
Entre os estados com menor duração média estão Roraima, com 9,1 anos, Rondônia, com 9,2, Amapá, com 9,5, e o Acre, que registra média de 9,6 anos. Esses números reforçam o padrão de casamentos mais curtos na região Norte.

Por outro lado, os estados nordestinos concentram os maiores tempos de união, com destaque para Maranhão (14,2 anos), Piauí (14,1) e Paraíba (14,0), além de Bahia, Ceará e Pernambuco.
Os dados também mostram diferenças na idade média em que ocorrem os divórcios. Homens costumam se separar por volta dos 44,5 anos, enquanto as mulheres, em média, aos 41,6, o que pode estar relacionado à idade no casamento e à maior expectativa de vida feminina.