O governador do Acre, Gladson Camelí, oficializou nesta terça-feira (24) sua renúncia ao cargo, com saída prevista para o dia 2 de abril.
A decisão foi comunicada por meio de mensagem enviada à Assembleia Legislativa do Estado do Acre, seguindo os trâmites legais exigidos para quem pretende disputar outro cargo nas próximas eleições.
No documento, o chefe do Executivo estadual explicou que a medida atende às regras constitucionais que determinam o afastamento de governantes até seis meses antes do pleito.
A exigência faz parte do processo de desincompatibilização, necessário para garantir igualdade na disputa eleitoral.
Com a saída de Camelí, a vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Estado. A transição, segundo o governo, será feita de forma planejada para assegurar a continuidade administrativa e a execução das políticas públicas em andamento.
Ao longo da mensagem, o governador também fez um balanço de sua gestão, destacando ações em áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública.
Ele ainda ressaltou o equilíbrio fiscal alcançado durante seu mandato e agradeceu o apoio recebido de parlamentares, servidores e da população acreana.
Em tom de despedida, Camelí afirmou: “Descerei as escadas do Palácio Rio Branco satisfeito, com a certeza do dever cumprido e com a convicção de que o Acre de hoje é muito melhor e tem um caminho pavimentado para seguir se desenvolvendo”.
O governador também justificou a decisão como parte de um processo institucional. “Após a missão confiada pelo povo acreano, por duas oportunidades, que considero a maior honra de minha vida pública, creio que este é o momento institucional adequado para proceder à transmissão definitiva do cargo, assegurando plena continuidade administrativa, estabilidade governamental e respeito ao calendário eleitoral”, destacou.
Ele reforçou ainda que a escolha foi tomada de forma consciente e dentro das normas legais. “A presente decisão é ato de vontade livre, consciente e voluntário, e decorre da necessidade de desincompatibilização prevista na Constituição da República”, afirmou na mensagem encaminhada ao Legislativo estadual.
Camelí também explicou a definição da data para a renúncia, levando em consideração o calendário eleitoral e o feriado religioso.
Segundo ele, a saída em 2 de abril evita conflito com a Sexta-feira da Paixão e respeita o prazo exigido para quem pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.