Gladson Camelí anuncia renúncia ao governo do Acre para disputar eleições de 2026

Vice-governadora assumirá o comando do Estado a partir de abril, garantindo continuidade da gestão
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O governador do Acre, Gladson Camelí, oficializou nesta terça-feira (24) sua renúncia ao cargo, com saída prevista para o dia 2 de abril.

A decisão foi comunicada por meio de mensagem enviada à Assembleia Legislativa do Estado do Acre, seguindo os trâmites legais exigidos para quem pretende disputar outro cargo nas próximas eleições.

No documento, o chefe do Executivo estadual explicou que a medida atende às regras constitucionais que determinam o afastamento de governantes até seis meses antes do pleito.

A exigência faz parte do processo de desincompatibilização, necessário para garantir igualdade na disputa eleitoral.

Com a saída de Camelí, a vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Estado. A transição, segundo o governo, será feita de forma planejada para assegurar a continuidade administrativa e a execução das políticas públicas em andamento.

Ao longo da mensagem, o governador também fez um balanço de sua gestão, destacando ações em áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública.

Ele ainda ressaltou o equilíbrio fiscal alcançado durante seu mandato e agradeceu o apoio recebido de parlamentares, servidores e da população acreana.

Em tom de despedida, Camelí afirmou: “Descerei as escadas do Palácio Rio Branco satisfeito, com a certeza do dever cumprido e com a convicção de que o Acre de hoje é muito melhor e tem um caminho pavimentado para seguir se desenvolvendo”.

O governador também justificou a decisão como parte de um processo institucional. “Após a missão confiada pelo povo acreano, por duas oportunidades, que considero a maior honra de minha vida pública, creio que este é o momento institucional adequado para proceder à transmissão definitiva do cargo, assegurando plena continuidade administrativa, estabilidade governamental e respeito ao calendário eleitoral”, destacou.

Ele reforçou ainda que a escolha foi tomada de forma consciente e dentro das normas legais. “A presente decisão é ato de vontade livre, consciente e voluntário, e decorre da necessidade de desincompatibilização prevista na Constituição da República”, afirmou na mensagem encaminhada ao Legislativo estadual.

Camelí também explicou a definição da data para a renúncia, levando em consideração o calendário eleitoral e o feriado religioso.

Segundo ele, a saída em 2 de abril evita conflito com a Sexta-feira da Paixão e respeita o prazo exigido para quem pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.

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