PF revela como funcionava esquema de fraude contra a Caixa com prejuízo bilionário

A Polícia Federal detalhou o funcionamento de um esquema de fraudes bancárias que teria causado prejuízo superior a R$ 500 milhões à Caixa Econômica Federal
Redação NC News
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A Polícia Federal detalhou o funcionamento de um esquema de fraudes bancárias que teria causado prejuízo superior a R$ 500 milhões à Caixa Econômica Federal. A investigação faz parte da Operação Fallax, deflagrada nesta quarta-feira (25).

Segundo os investigadores, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e participação de pessoas de dentro e fora do sistema financeiro.

Aliciamento de funcionários era peça-chave

De acordo com a PF, o esquema começava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras. Esses profissionais tinham acesso aos sistemas internos e eram responsáveis por inserir informações falsas.

Com isso, eram viabilizadas operações irregulares, como:

  • Saques indevidos
  • Transferências não autorizadas
  • Liberação de valores sem comprovação

Essas ações permitiam o desvio de recursos de maneira discreta.

Empresas de fachada ajudavam a esconder o dinheiro

Para ocultar a origem ilícita dos valores, os investigados utilizavam empresas de fachada e estruturas empresariais interligadas.

Essa estratégia dificultava o rastreamento do dinheiro e criava uma aparência de legalidade nas movimentações financeiras.

Dinheiro era convertido em luxo e criptoativos

Após os desvios, os recursos passavam por um processo de “lavagem”, sendo transformados em bens de alto valor e ativos digitais.

Entre os destinos identificados estão:

  • Imóveis e veículos de luxo
  • Investimentos em criptomoedas

O objetivo era dificultar o acompanhamento dos valores pelas autoridades.

Operação cumpre mandados e bloqueia milhões

A ofensiva da Polícia Federal ocorre em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Ao todo, são:

  • 43 mandados de busca e apreensão
  • 21 mandados de prisão preventiva

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros de até R$ 47 milhões.

Além disso, foi autorizada a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de investigados, incluindo pessoas físicas e jurídicas.

CEO do Grupo Fictor está entre os investigados

Entre os alvos da operação está o empresário Rafael de Gois. A defesa informou que houve cumprimento de mandado de busca em sua residência, com apreensão de um celular.

Os advogados afirmaram que irão se manifestar após acesso aos autos da investigação.

Suspeitos podem pegar mais de 50 anos de prisão

Os investigados poderão responder por diversos crimes, como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e delitos contra o sistema financeiro nacional.

Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Apuração começou em 2024

As investigações tiveram início após a identificação de indícios do esquema em 2024. A Polícia Federal segue com diligências para identificar todos os envolvidos e o destino final dos recursos desviados.

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