Porto Velho confirma caso de coqueluche em bebê de três meses

Criança segue internada e apresenta quadro estável; Prefeitura de Porto Velho inicia bloqueio vacinal e monitoramento de contatos para conter avanço da bactéria na capital.
Redação NC News
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A Prefeitura de Porto Velho confirmou nesta terça-feira (24) o registro de um caso de coqueluche na capital rondoniense. A paciente é uma bebê de apenas três meses de vida. Segundo as autoridades sanitárias, a criança permanece sob cuidados médicos em uma unidade da rede estadual, apresentando boa evolução clínica enquanto recebe o tratamento específico para a doença.

Bordetella pertussis. (Foto: Freepik)

Alerta sanitário e resposta imediata

A Vigilância em Saúde de Porto Velho confirmou, nesta terça-feira, o diagnóstico positivo de coqueluche em uma lactante de três meses, que está internada em tratamento na capital. Diante do caso, o Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) iniciou imediatamente um protocolo de bloqueio, que inclui o rastreamento de pessoas que tiveram contato direto com a bebê e a intensificação da cobertura vacinal em áreas estratégicas. A medida visa conter a propagação da bactéria Bordetella pertussis, que é altamente infectante, garantindo que o surto não se espalhe pela rede municipal de saúde.

O que é a coqueluche e como prevenir?

A coqueluche é uma infecção respiratória bacteriana transmitida pelo ar, através de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. A doença é caracterizada por crises de tosse seca e intensa que podem durar semanas, dificultando a respiração e podendo causar vômitos após os episódios de tosse.

Para evitar casos graves, especialmente em bebês que ainda não completaram o ciclo vacinal, a Semusa reforça que a imunização é a única forma eficaz de proteção. O esquema vacinal disponível gratuitamente pelo SUS inclui:

  • Crianças: Vacina Pentavalente (aos 2, 4 e 6 meses) e reforços com a DTP (aos 15 meses e 4 anos).
  • Gestantes: Vacina dTpa (essencial para transferir anticorpos ao feto, protegendo-o nos primeiros meses de vida).
  • Adultos: Reforço da vacina contra Difteria e Tétano (dT) a cada 10 anos.

Onde buscar atendimento?

O Ministério da Saúde orienta que o uso de antibióticos, quando iniciado precocemente, reduz drasticamente a gravidade dos sintomas e a capacidade de transmissão.

Moradores que apresentarem sintomas leves devem se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Já em situações de falta de ar ou crises persistentes de tosse, a orientação é buscar atendimento imediato nas UPAs ou prontos-atendimentos da capital.

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