Governo cria programa para apoiar professoras mães na pós-graduação

Iniciativa da CAPES busca garantir continuidade acadêmica e reduzir impactos da maternidade na carreira científica
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O Diário Oficial da União trouxe nesta quinta-feira (26) detalhes da portaria que cria o Programa Aurora, iniciativa da CAPES voltada a professoras da pós-graduação que estejam grávidas ou tenham filhos pequenos.

A medida busca garantir a continuidade das atividades acadêmicas mesmo durante a gestação ou no período após a licença-maternidade.

De acordo com o texto, a iniciativa foi pensada para “promover condições de continuidade acadêmica e científica às professoras gestantes ou mães de crianças com até dois anos de idade”, vinculadas a cursos de pós-graduação stricto sensu.

A proposta também mira a redução dos impactos que a maternidade pode causar na carreira acadêmica.

Entre os objetivos, o texto destaca a necessidade de “mitigar os impactos da maternidade sobre a produtividade acadêmica” e fortalecer a equidade de gênero dentro das universidades.

Além disso, a iniciativa reconhece o cuidado com os filhos como parte da trajetória profissional e incentiva práticas institucionais mais inclusivas.

O Programa Aurora será executado por meio de editais públicos, que vão definir critérios e regras de participação.

Poderão se inscrever docentes que estejam a partir do segundo trimestre de gestação ou que tenham passado por licença-maternidade recente.

A análise e acompanhamento das propostas serão feitos pela própria CAPES. Outro ponto previsto é a concessão de bolsas de pós-doutorado para apoio às pesquisas.

Segundo a portaria, os bolsistas deverão atuar diretamente nos projetos das docentes beneficiadas, contribuindo com atividades acadêmicas e científicas.

A norma já está em vigor e será custeada com recursos do orçamento da CAPES.

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