Uma investigação da Polícia Civil de Rondônia culminou, nesta quarta-feira (25), na prisão em flagrante de um servidor público municipal em Espigão D’Oeste. O suspeito é apontado como peça-chave em um esquema criminoso dedicado ao furto e à comercialização clandestina de cilindros de oxigênio medicinal pertencentes ao hospital da cidade. A ação contou com o apoio de denúncias da Secretaria Municipal de Saúde, que monitorava o sumiço sistemático dos equipamentos.
Insumos desviados do SUS
A Polícia Civil desarticulou ontem, em Espigão D’Oeste, um esquema de peculato e furto qualificado envolvendo um servidor do hospital municipal e outros dois cúmplices. Segundo a apuração, os cilindros de oxigênio eram retirados ilegalmente da unidade de saúde — muitas vezes durante o plantão ou no estacionamento das ambulâncias à noite — e vendidos para empresas e particulares por valores abaixo da tabela de mercado. Durante a abordagem, os agentes localizaram quatro cilindros escondidos no veículo particular do servidor, além de outro item em uma residência. Os envolvidos foram detidos e os materiais recuperados foram devolvidos imediatamente à rede de saúde para garantir o atendimento aos pacientes.

A dinâmica do crime
De acordo com os investigadores, o esquema era bem estruturado e contava com divisões de tarefas. Enquanto o servidor investigado utilizava sua facilidade de acesso para retirar os equipamentos durante os plantões, um segundo comparsa era responsável pela logística noturna, retirando os cilindros do pátio onde ficam as ambulâncias. Um terceiro indivíduo atuava facilitando a saída dos insumos em troca de pagamentos em dinheiro.
A Polícia Civil destacou que a comercialização desses itens para o setor privado gerava lucro ilícito aos envolvidos, mas colocava em risco a capacidade de resposta do hospital público. “A investigação agora se volta para identificar se o alcance desse esquema atingiu municípios vizinhos”, informou a autoridade policial responsável pela operação.
Resposta oficial
Os detidos foram conduzidos à delegacia e devem responder pelos crimes de furto qualificado e peculato (crime cometido por servidor público contra a administração).

Procurada para comentar o envolvimento de seus funcionários no caso, a Prefeitura de Espigão D’Oeste informou, por meio de nota, que está ciente da operação e que emitirá um posicionamento oficial detalhado em breve, ressaltando que colabora totalmente com as investigações para a elucidação dos fatos.