Após a alta hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro, o médico responsável pelo acompanhamento, Brasil Caiado, afirmou que não é possível garantir que episódios de broncoaspiração não voltem a ocorrer.
Segundo ele, embora a equipe médica tenha adotado uma série de medidas durante a internação para reduzir os riscos, não há como assegurar que o problema não se repita.
“O que nós tentamos fazer com essas medidas todas é diminuir o risco, minimizar a chance. Agora, falar de forma afirmativa que não terá branco aspiração, eu acho muito difícil. Porque, na verdade, não dá para saber mesmo”, declarou.
De acordo com o médico, Bolsonaro apresentou evolução clínica satisfatória durante o período internado, com melhora acima da média após ajustes na alimentação, fisioterapia e uso de medicamentos.
A equipe também realizou testes com diferentes tipos de alimentos para identificar quais geravam melhor resposta no organismo do ex-presidente.
O tratamento incluiu ainda acompanhamento rigoroso com dieta específica, exercícios e uma série de medicamentos voltados tanto para doenças pré-existentes, como hipertensão, problemas coronarianos e colesterol, quanto para o controle dos soluços, que, segundo o médico, foram um dos fatores que mais incomodaram o paciente.
Caiado também explicou que o quadro de pneumonia enfrentado por Bolsonaro teve origem bacteriana, decorrente da aspiração de conteúdo contaminado. A infecção levou a complicações como secreção e derrame pleural, este último sendo uma consequência do processo infeccioso.
Durante a internação, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhou o ex-presidente diariamente, permanecendo com ele principalmente no período da manhã. Os filhos e outros familiares também realizaram visitas frequentes.
Com a alta, a orientação é que o acompanhamento médico continue em casa, com manutenção da dieta, da fisioterapia e da medicação, além do monitoramento para evitar novos episódios respiratórios.