TJ-RJ anula eleição de Douglas Ruas para presidência da Alerj

A decisão foi assinada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, que apontou irregularidade no processo de escolha realizado pela Casa
Redação NC News
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A eleição do deputado estadual Douglas Ruas (PL) para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (26).

A decisão foi assinada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, que apontou irregularidade no processo de escolha realizado pela Casa.

Decisão exige recontagem de votos antes da eleição

Segundo a magistrada, a eleição interna só poderia ocorrer após a recontagem oficial dos votos das eleições de 2022, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral.

O procedimento, chamado de retotalização, será conduzido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e está marcado para a próxima terça-feira (31).

A medida deve redefinir a composição da Alerj, já que exclui os votos atribuídos ao deputado Rodrigo Bacellar, que teve o mandato cassado.

Composição da Alerj pode mudar

De acordo com a decisão judicial, a formação atual do parlamento pode ser alterada após a recontagem, impactando diretamente quem tem direito a votar e concorrer na eleição para presidente da Casa.

A desembargadora destacou que iniciar o processo eleitoral sem essa etapa compromete a legitimidade da escolha.

Cassação de Bacellar motivou nova eleição

A anulação está ligada à decisão do TSE que cassou o mandato de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e aliado do governo estadual.

A Corte Eleitoral também determinou a realização de eleições indiretas para o governo do estado, ampliando a crise política no Rio de Janeiro.

Crise política envolve governo do estado

O cenário se agravou após a renúncia do então governador Cláudio Castro, que deixou o cargo com planos de disputar uma vaga no Senado.

Posteriormente, ele foi considerado inelegível até 2030 pelo TSE, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Sem vice-governador, a linha sucessória ficou comprometida, já que o posto estava vago desde a saída de Thiago Pampolha.

Governo interino está nas mãos do Judiciário

Atualmente, o comando do Executivo fluminense está sob responsabilidade do presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto de Castro, que assumiu interinamente diante do impasse político.

A definição sobre o futuro da presidência da Alerj e do governo do estado depende agora da recontagem dos votos e das próximas decisões da Justiça Eleitoral.

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