A base governista da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS informou que apresentará um relatório alternativo no dia 7 de abril.
A iniciativa ocorre após o colegiado encerrar os trabalhos sem aprovação de um parecer final.
Comissão encerra atividades sem relatório oficial
A CPMI foi finalizada após a rejeição do documento elaborado pelo relator, o deputado Alfredo Gaspar.
A proposta recebeu mais votos contrários do que favoráveis, o que impediu a consolidação de um relatório único ao fim das investigações.
Com o impasse, parlamentares da base decidiram produzir um relatório paralelo, que será encaminhado à Controladoria-Geral da União, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.
A intenção é garantir continuidade às apurações sobre possíveis irregularidades no sistema previdenciário.
Texto alternativo sugere indiciamentos
O relatório paralelo inclui pedidos de indiciamento de diversas pessoas investigadas ao longo da comissão.
Entre os citados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, além de empresários ligados ao caso.
Relatório rejeitado também trazia acusações
O documento apresentado por Alfredo Gaspar indicava o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
A proposta, no entanto, não foi aprovada pelos integrantes da comissão.
Trabalhos foram marcados por disputas políticas
Ao longo de sete meses, a CPMI foi palco de embates entre parlamentares, refletindo a polarização política em torno do tema.
Sem consenso, o colegiado foi encerrado sem um relatório final aprovado.
Mesmo com o fim da comissão, o envio do relatório paralelo pode levar as investigações para órgãos de controle e fiscalização.
A análise do material poderá resultar em novas medidas fora do âmbito do Congresso Nacional.