A tragédia aérea que abalou o interior do Rio de Janeiro neste domingo (29) ganhou contornos ainda mais dolorosos com a identificação das vítimas. O empresário e seu filho, que ocupavam a aeronave de pequeno porte, morreram no local do acidente, em uma zona de difícil acesso na região da Costa Verde. A notícia da perda familiar gerou uma onda de comoção nas redes sociais e entre o setor empresarial da região, onde ambos eram amplamente conhecidos.

Identidade das vítimas revelada
As vítimas foram identificadas como Everaldo Pereira da Costa Filho e Valentim Costa nesta segunda-feira (30). A aeronave caiu em uma área de vegetação densa na região da Costa Verde após decolar para um voo que terminaria em tragédia. De acordo com informações confirmadas por familiares e autoridades locais, as vítimas não resistiram aos graves ferimentos causados pelo impacto direto contra o solo. O Corpo de Bombeiros, que trabalhou durante horas no resgate dos corpos em terreno acidentado, finalizou a remoção para o IML de Angra dos Reis. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) assumiu o caso para determinar como e por que o avião perdeu sustentação minutos após o início do trajeto.

Luto e Investigação
A confirmação de que pai e filho estavam a bordo transformou o acidente em um lamento coletivo. Amigos descrevem o empresário como um entusiasta da aviação com anos de experiência, o que torna o desfecho ainda mais intrigante para os peritos.
Nesta manhã, técnicos do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) retornaram ao local do impacto. Eles buscam coletar fluidos, peças do motor e instrumentos de navegação que possam indicar se houve pane seca, falha mecânica ou se as condições climáticas da região serrana, conhecidas por mudanças bruscas, influenciaram a queda.
Próximos Passos
Os corpos permanecem sob perícia e a previsão é que os sepultamentos ocorram ainda nesta segunda-feira, em cerimônia restrita aos familiares. Enquanto o laudo oficial não é concluído — processo que pode levar meses —, a comunidade aeronáutica discute a segurança de voos particulares em rotas litorâneas e montanhosas do estado.