O governo do Acre decretou, neste domingo (5), situação de emergência em seis municípios do interior devido à cheia dos rios, que já afeta mais de 40 mil pessoas em todo o estado.
A medida, oficializada por meio do Decreto nº 11.865, reconhece o agravamento das inundações provocadas pelo alto volume de chuvas nas últimas semanas, impactando comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas.
O decreto classifica a situação como emergência de nível II nas cidades de Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro, atingidas nas bacias dos rios Envira, Abunã, Purus e Tarauacá.
Dados técnicos apontam acumulados de até 280 milímetros de chuva no início de abril, além de rios que já ultrapassaram as cotas de transbordamento, como em Cruzeiro do Sul e Feijó.
A decisão foi tomada após reunião no Centro Integrado de Inteligência, Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), com base em relatórios técnicos que indicam um cenário de desastre natural hidrológico.
A previsão de mais chuvas acima da média mantém o estado em alerta, com risco de novas elevações nos níveis dos rios e agravamento da situação.
Apesar da gravidade do cenário, a governadora Mailza Assis não esteve presente no encontro que definiu a medida.
Ainda assim, ela se manifestou por meio das redes sociais, destacando a dimensão da crise e as ações adotadas pelo governo.
“Diante da cheia histórica no Acre, autorizei que fosse decretada situação de emergência nos municípios atingidos. Mais de 43 mil pessoas já foram afetadas. Estamos enfrentando um cenário difícil, com famílias desalojadas, casas alagadas e comunidades isoladas. Determinamos respostas imediatas para atender quem precisa”, escreveu.

Com validade de 180 dias, o decreto permite maior agilidade na liberação de recursos, contratação de serviços emergenciais e apoio às famílias atingidas.
Conforme informado pelo governo do Acre, a Defesa Civil Estadual segue em alerta máximo, monitorando o comportamento dos rios e preparada para atuar em possíveis evacuações, enquanto equipes de resgate e assistência continuam mobilizadas em diversas regiões.
Além dos danos diretos às famílias, a cheia já provoca prejuízos à infraestrutura, à mobilidade e à agricultura de subsistência, agravando a situação de vulnerabilidade em várias comunidades.
O reforça ainda que a atuação integrada entre Estado, municípios e União será essencial para minimizar os impactos e garantir suporte às populações afetadas.