As negociações para interromper o conflito no Oriente Médio enfrentaram um novo entrave. Irã e Estados Unidos recusaram um plano de trégua articulado pelo Paquistão, mantendo o cenário de tensão na região.
A proposta apresentada previa uma interrupção imediata dos combates, seguida por negociações para um acordo mais amplo em um prazo de até 20 dias.
Entre os pontos discutidos estava a reabertura do Estreito de Ormuz, essencial para o fluxo global de petróleo.
Irã rejeita pausa temporária e quer fim definitivo da guerra
O governo iraniano demonstrou resistência à proposta por entender que um cessar-fogo provisório poderia favorecer os adversários.
Autoridades de Teerã defendem um acordo que encerre o conflito de forma permanente, evitando uma pausa que permita rearticulação militar.
O país informou que já encaminhou uma contraproposta diplomática, cujo conteúdo ainda não foi divulgado.
Trump considera proposta insuficiente
O presidente Donald Trump afirmou que o plano representa um avanço, mas não atende às exigências norte-americanas.
A declaração indica que ainda há pontos sensíveis a serem ajustados nas negociações.
O conflito também envolve Israel, aliado dos Estados Unidos, o que torna o cenário ainda mais delicado.
Mesmo com um eventual entendimento entre Washington e Teerã, a posição israelense pode influenciar diretamente o desfecho.
Proposta incluía temas como sanções e programa nuclear
O plano em discussão abrangia questões estratégicas, como o programa nuclear iraniano e possíveis flexibilizações de sanções econômicas.
Também havia previsão de negociações presenciais mediadas pelo Paquistão.
O impasse ocorre em meio a temores no mercado internacional, principalmente por conta do fechamento do Estreito de Ormuz.
A rota é considerada vital para o transporte de petróleo, e sua interrupção afeta diretamente a economia global.
Sem consenso entre as partes, as negociações permanecem em aberto. A expectativa é de novas tentativas de acordo, mas ainda sem garantias de avanço no curto prazo.