As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de destruição em larga escala no Irã provocaram forte repercussão internacional nesta terça-feira (7).
A fala ocorre em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, envolvendo também Israel.
Ultimato dos EUA pressiona por reabertura de rota estratégica
O governo norte-americano estabeleceu um prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, considerado essencial para o fluxo de petróleo no mundo.
A exigência foi rejeitada por Teerã, que afirmou não negociar sob pressão externa, ampliando o impasse entre os países.
ONU demonstra preocupação com risco humanitário
A Organização das Nações Unidas manifestou preocupação com o tom das declarações.
O secretário-geral António Guterres alertou para os riscos de decisões militares que possam atingir populações inteiras, destacando possíveis consequências humanitárias.
Irã reage e promete resposta proporcional
O posicionamento dos Estados Unidos gerou reação imediata do governo iraniano.
O representante do país na ONU, Amir-Saeid Iravani, afirmou que o Irã não aceitará ameaças e poderá responder caso haja ataques, classificando o discurso como grave e perigoso.
Críticas a Trump surgem dentro dos EUA
Nos Estados Unidos, a fala de Donald Trump também foi alvo de críticas.
O senador Ron Johnson alertou para os riscos de ações militares contra alvos civis, enquanto Chuck Schumer criticou o tom adotado pelo presidente.
A ex-vice-presidente Kamala Harris classificou as declarações como irresponsáveis e perigosas.
Papa condena ameaças e pede fim da escalada
O Papa Leão XIV também se posicionou, classificando como inaceitáveis ameaças contra toda uma população.
Ele destacou que ataques a estruturas civis violam normas internacionais e fez um apelo para que o conflito seja contido.
Com o aumento da tensão, cresce a preocupação global com possíveis desdobramentos militares e impactos econômicos.
O cenário segue instável, com negociações travadas e risco de escalada nas próximas horas.
Com informações do G1*