Mulher é presa por homofobia após atacar servidor em unidade de saúde de Porto Velho

Suspeita invadiu sala de triagem, proferiu insultos homofóbicos e bloqueou o atendimento de pacientes; caso foi registrado como injúria qualificada.
Redação NC News
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Uma mulher foi presa pela Polícia Militar na noite de segunda-feira (06), na Policlínica Ana Adelaide, em Porto Velho, após proferir ofensas homofóbicas contra um servidor da triagem. O conflito teve início quando a suspeita exigiu ser pesada sem solicitação médica, o que foi negado pelo profissional seguindo as normas da unidade. Diante da negativa, a mulher passou a xingar o funcionário de “baitola”, bloqueou a porta da sala de atendimento e tentou filmar o servidor para expô-lo nas redes sociais. A PM foi acionada e conduziu a envolvida ao Departamento de Flagrantes, onde ela foi autuada pelo crime de injúria qualificada, uma vez que as ofensas atingiram a dignidade do trabalhador com base em termos discriminatórios.

Protocolo negado e fúria verbal

De acordo com o relato da vítima, a confusão começou quando a mulher invadiu a sala de triagem exigindo o uso da balança antropométrica. O servidor explicou que, conforme as normas técnicas da Policlínica, a pesagem de adultos só ocorre mediante pedido médico, e que ele estava prestes a atender uma criança que já aguardava na fila.

A explicação técnica não foi aceita pela mulher, que iniciou uma série de ataques verbais. Segundo o registro policial, ela afirmou que o servidor “não valia nada” e utilizou o termo homofóbico “baitola” repetidas vezes. Além das ofensas, a suspeita ameaçou usar o celular para “cancelar” o profissional na internet.

Bloqueio e interrupção de atendimentos

A situação tornou-se ainda mais grave quando a mulher passou a agir fisicamente para impedir o fluxo da unidade. O servidor relatou ter ouvido cadeiras sendo derrubadas enquanto tentava retomar o trabalho. Em seguida, a suspeita bloqueou a porta da sala, impedindo a saída do profissional e a entrada de novas mães com seus filhos.

Minutos após o primeiro embate, a mulher retornou à sala, interrompendo o atendimento de uma criança para filmar o rosto do servidor. Com a chegada da Polícia Militar, a agressividade foi contida e a voz de prisão foi dada ainda dentro da unidade de saúde.

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