Crises e denúncias marcaram gestão de secretário da saúde do Acre que influenciaram sua saída

Denúncias e falhas graves marcaram a gestão e ampliaram a pressão política por responsabilização e mudanças na pasta
Redação NC News
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A gestão do ex-secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, foi marcada por uma série de denúncias que colocaram a pasta no centro de investigações, suspeitas de irregularidades e forte desgaste público.

Entre os casos mais graves está a apreensão de mais de R$ 1 milhão em medicamentos desviados da rede pública, revelando fragilidades no controle de insumos e gerando grande repercussão.

O fato colocou em cheque a relação entre o executivo e o parlamento, levando deputados estaduais a questionar e aguardar uma resposta da Policia Civil do Acre, como destacou o deputado estadual, Adailton Cruz.

“Não estamos apontando o ex-gestor como responsável pelo fato, mas o problema foi no período em que ele esteve a frente da gestão. Estamos aguardando a Policia Civil apresentar os responsáveis para que sejam penalizados.

O parlamentar ainda pontuou outros casos que geraram desgaste e lamentavelmente colocando em evidencia negativa, o caso dos recém nascidos.

Onde os mais recentes foram a bebê Aurora que teve as pernas queimadas durante o primeiro banho e o caso do José Pedro, nascido de forma prematura e que foi enterrado vivo sem o devido procedimento, sendo descoberto que estava vivo no momento do enterro.

“Casos alarmantes o caso dos recém nascidos, onde por falta de estrutura e instrumentos, uma criança quase perde as pernas por falta de um termômetro para medir a agua do banho no hospital. Além do caso do bebê que foi enterrado vivo e repercutiu mundialmente. São falhas que acendem um alerta para a falta de cuidado com a gestão pública”, frisou Adailto.

Outro episódio que ampliou a crise foi a prisão de um empresário ligado a contratos da saúde, após movimentar cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, levantando suspeitas sobre possíveis pagamentos ilícitos, embora sem conclusão oficial.

Crises na pasta durante a gestão de Pedro podem ter influenciado na decisão da governadora, Mailza Assis, em retirar o médico da principal pasta do estado.

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