Nova lei dos aplicativos: Relator propõe dois modelos de ganho mínimo para entregadores

Texto que será lido nesta quarta-feira (8) permite que empresas escolham pagar por entrega realizada ou por hora de serviço; entenda os valores em jogo.
Redação NC News
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O deputado Augusto Coutinho apresenta nesta quarta-feira (08), na comissão especial da Câmara dos Deputados, o relatório final do projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos no Brasil. A proposta cria um sistema de remuneração híbrido onde as empresas podem optar por pagar R$ 8,50 por entrega (respeitando quilometragens específicas) ou um valor por hora trabalhada, estimado hoje em R$ 14,74. A mudança foi motivada por pressões das plataformas do setor e visa estabelecer um piso nacional para a categoria. A votação no colegiado está prevista para a próxima semana, com possibilidade de seguir para o plenário no mesmo período.

As duas faces do pagamento: Entrega vs. Hora

A grande novidade do relatório é a dualidade de modelos, permitindo que cada empresa adapte seu custo operacional conforme a estratégia de mercado:

  • Modelo por Entrega: Mantém o piso de R$ 8,50 por serviço. Este valor é aplicado para distâncias de até 3 km (automóveis) ou 4 km (motos, bicicletas e entregas a pé).
  • Modelo por Hora: Calcula o ganho com base no tempo entre o aceite do pedido e a finalização da entrega. O valor mínimo seria o dobro do salário-mínimo por hora. Com o piso nacional atual em R$ 1.621, o entregador receberia ao menos R$ 14,74 por hora efetiva.

Próximos passos e votação

O texto deve ser lido hoje na comissão especial, funcionando como o último passo antes da deliberação dos parlamentares. Caso haja consenso, a votação na comissão ocorre na semana que vem. O relator trabalha com um cronograma acelerado, visando levar a matéria ao plenário da Câmara dos Deputados no mesmo dia da aprovação no colegiado.

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