O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que a escolha do novo governador do Rio de Janeiro seja feita por meio de eleições diretas. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (8), durante análise do caso pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo Gonet, a saída de Cláudio Castro do cargo foi uma estratégia para escapar de uma possível cassação no Tribunal Superior Eleitoral.
O procurador afirmou que a renúncia não altera o motivo da vacância do cargo e classificou a atitude como uma manobra para evitar consequências legais.
STF analisa formato da nova eleição
O Supremo avalia como deve ocorrer a escolha do chamado “governador-tampão”. A principal discussão gira em torno de dois modelos:
- Eleição direta, com participação da população
- Eleição indireta, decidida pela Assembleia Legislativa
A decisão terá impacto direto no processo político do estado.
Estado é comandado interinamente após saída de Castro
Desde a renúncia, em março, o governo do Rio está sob gestão interina do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça.
A mudança ocorreu devido à ausência de vice-governador e à vacância na presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
PSD pede voto popular na escolha do novo governador
O Partido Social Democrático (PSD) ingressou com ação no STF defendendo a realização de eleições diretas. A sigla argumenta que a renúncia antecipada teria como objetivo evitar a aplicação da legislação eleitoral que prevê voto popular em caso de cassação.
O futuro governador eleito ocupará o cargo de forma provisória, apenas até a posse do vencedor das eleições regulares previstas para outubro.
Decisão pode impactar cenário político no Rio
A definição do STF deve influenciar diretamente o cenário político fluminense, especialmente diante da proximidade do pleito estadual e da disputa entre diferentes grupos políticos.
O caso também levanta debate sobre o uso de estratégias jurídicas em meio a processos eleitorais e reforça a importância da interpretação da legislação vigente.