PM frustra ataque de facção ordenada pelo RJ e evita massacre em Porto Velho

Operação intercepta "bonde" armado com fuzil e pistolas que planejava execução de rivais no Residencial Porto Madero; arsenal e suspeitos foram detidos.
Redação NC News
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A Polícia Militar de Rondônia evitou um confronto armado entre facções criminosas na noite desta terça-feira (07), nas imediações do Residencial Porto Madero, em Porto Velho. A operação foi deflagrada após o Núcleo de Inteligência identificar um veículo Gol prata transportando criminosos armados com calibres restritos. A ação, que contou com perseguição em alta velocidade e cerco tático, foi motivada por uma ordem direta vinda de um líder criminoso do Rio de Janeiro, conhecido como “Fantasma”, para realizar um ataque mortal naquela noite. Três adultos foram presos e menores apreendidos com um arsenal que incluía espingarda calibre 12, pistola .45 e revólver .38, impedindo a concretização de múltiplos homicídios.

Perseguição e arsenal apreendido

A ocorrência teve início quando as equipes do 5º Batalhão avistaram o veículo suspeito. Ao ignorar a ordem de parada, o condutor iniciou uma fuga perigosa por avenidas movimentadas. Em um momento de tensão, três ocupantes saltaram do carro em movimento empunhando armas e tentaram se esconder nos blocos do Residencial Porto Madero IV.

Residencial Porto Madero IV. Foto: Policia Militar de Rondônia

Após um cerco minucioso, os suspeitos se renderam. No interior do veículo e com os detidos, a polícia encontrou:

  • Armamento: Uma espingarda calibre 12, uma pistola .45 (uso restrito) e um revólver .38.
  • Logística: Placas de veículos adulteradas com fita isolante para despistar radares e roupas extras para troca após a execução dos crimes.

Conexão Rio-Rondônia

Durante o interrogatório preliminar, os detidos (identificados pelas iniciais F.G.J.F., N.K.V.S. e V.S.L.) confessaram que o plano era recolher mais armas escondidas em vias públicas antes de invadir o território rival. A ordem para o “derramamento de sangue” teria partido do Rio de Janeiro, evidenciando a conexão interestadual das facções que tentam se estabelecer na Amazônia.

Os envolvidos agora enfrentam acusações de associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, adulteração de sinal identificador de veículo e atos preparatórios para homicídio.

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