O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado para esta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Réu em uma ação penal por coação no curso do processo, ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de tentar obstruir investigações sobre a tentativa de golpe de Estado, buscando sanções internacionais contra o Judiciário brasileiro. Diante da ausência do réu, que é defendido pela Defensoria Pública da União (DPU), o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes declarou o interrogatório prejudicado, abrindo caminho para o encerramento da fase de provas e o início das alegações finais.
A Acusação: Pressão Internacional
Segundo a denúncia da PGR, Eduardo Bolsonaro teria aproveitado sua influência política para articular, junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, a imposição de tarifas e sanções ao Brasil. A manobra seria uma forma de represália e pressão contra as autoridades do Judiciário que conduziam o julgamento sobre a tentativa de golpe, processo este que resultou na condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, a mais de 27 anos de prisão.
Próximos Passos no STF
Com o interrogatório cancelado pela falta do réu, o ministro relator, Alexandre de Moraes, estabeleceu um prazo de cinco dias para que a PGR e a DPU informem se ainda desejam realizar novas diligências.
Caso nenhuma medida extra seja solicitada, o rito processual seguirá para:
- Alegações Finais da PGR: O Ministério Público apresenta seus argumentos finais.
- Alegações Finais da Defesa: A DPU manifesta-se pela última vez antes da sentença.
- Julgamento: O plenário ou a turma do STF decide pela condenação ou absolvição.