A paralisação dos motoristas de ônibus em Rio Branco chegou ao segundo dia nesta quarta-feira (15) ainda sem perspectiva de acordo entre trabalhadores e empresas.
O serviço continua operando de forma limitada, com parte da frota fora de circulação, chegando a 30%.
O movimento ocorre em meio à falta de diálogo entre as partes. Até agora, não houve avanço nas negociações, o que mantém o cenário de incerteza tanto para os rodoviários quanto para os usuários do transporte coletivo na capital.
Entre os principais problemas apontados pela categoria estão atrasos salariais e a ausência de repasses obrigatórios, como FGTS e INSS.
Também há denúncias envolvendo descontos feitos diretamente na folha de pagamento dos trabalhadores, mas que não estariam sendo destinados corretamente a bancos e instituições conveniadas.
A situação tem gerado insegurança financeira para os profissionais, que relatam prejuízos diretos, inclusive com impactos no crédito pessoal.
Além disso, a interrupção de repasses ligados a convênios e contribuições sindicais tem afetado serviços de apoio aos trabalhadores.
Enquanto o impasse continua, a população segue enfrentando dificuldades para se locomover.
Com menos ônibus em circulação, aumentam o tempo de espera nas paradas e a busca por alternativas, como transporte por aplicativo e mototáxi, que acabam elevando os custos do deslocamento diário.