Transporte coletivo é retomado após paralisação e acordo emergencial no Acre

Pagamento de salários atrasados e benefícios garante volta da frota, enquanto decreto de emergência amplia poderes da prefeitura para evitar novas crises
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Após um dia de interrupção total que deixou a população sem transporte, o serviço de ônibus em Rio Branco foi restabelecido integralmente nesta quinta-feira (23).

A retomada ocorreu depois de um acordo entre a prefeitura, a empresa Ricco Transportes e os trabalhadores, além da adoção de uma medida emergencial por parte do poder público.

Logo nas primeiras horas da manhã, a frota voltou a circular normalmente. Os motoristas decidiram encerrar a paralisação após a garantia de que os salários atrasados e o vale-alimentação seriam quitados ainda ao longo do dia.

A suspensão das atividades, registrada na quarta-feira (22), foi motivada por pendências trabalhistas.

A concessionária responsável pelo serviço alega enfrentar dificuldades financeiras, o que resultou no atraso de pagamentos e benefícios.

Decreto de emergência

Diante do colapso no sistema, a prefeitura publicou o Decreto nº 782, declarando situação de emergência no transporte coletivo por um período inicial de 60 dias, com possibilidade de prorrogação.

A medida amplia os poderes da RBTrans, permitindo intervenção direta na operação, inclusive com contratação emergencial de novas empresas, sem necessidade imediata de licitação.

Apesar da normalização, o cenário ainda é considerado instável. A licitação definitiva do transporte público segue suspensa para análises técnicas, o que impede uma solução mais duradoura para o setor.

O acordo firmado prevê o pagamento imediato do vale-alimentação e a liberação parcial dos salários, incluindo um adiantamento de 40% dos valores devidos.

Ainda assim, há cautela entre os rodoviários. O sindicato alerta que, caso os pagamentos não sejam efetuados conforme o combinado, uma nova paralisação pode ocorrer rapidamente.

Durante a interrupção, todas as linhas ficaram paradas, deixando o Terminal Urbano vazio e causando transtornos à população, que depende fortemente do transporte coletivo para se locomover.

A crise recente evidencia a fragilidade do sistema na capital acreana, especialmente diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas concessionárias.

Enquanto isso, novas negociações entre prefeitura, empresa e trabalhadores devem ocorrer nos próximos dias para tentar garantir maior estabilidade ao serviço.

O prefeito Alysson Bestene convocou uma coletiva de imprensa para detalhar as medidas adotadas e apresentar os próximos passos da gestão municipal diante da crise no transporte público, mas cancelou faltando poucos minutos.

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