O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou, neste domingo (26), seu 8º Congresso Nacional em Brasília com a aprovação de uma diretriz histórica: a oficialização da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
O encontro, que reuniu delegados e lideranças de todo o país desde sexta-feira (24), culminou na votação do manifesto “Construindo o futuro”, documento que estabelece a manutenção de Lula no poder como o eixo central da tática política da legenda.
A decisão foi tomada por meio de debates entre representantes escolhidos pela sigla, visando unificar o discurso partidário para as eleições municipais de outubro e pavimentar o caminho para o próximo pleito presidencial.
A ausência do líder e as diretrizes partidárias
Apesar de ser a figura central do manifesto, o presidente Lula não compareceu ao encerramento do evento. O mandatário permanece em São Paulo, onde se recupera de dois procedimentos médicos realizados recentemente. A previsão é que Lula retorne à capital federal ainda na noite deste domingo, retomando a agenda oficial no Palácio do Planalto nesta segunda-feira.

O texto aprovado não foca apenas em 2026, mas também traça metas para fortalecer as bases do partido nas eleições de outubro deste ano. Entre os pontos destacados estão:
- Fortalecimento de alianças com partidos da base aliada;
- Foco em políticas de bem-estar social como vitrine eleitoral;
- Combate à desinformação e mobilização digital.
Estratégia de longo prazo
O 8º Congresso Nacional serviu como um termômetro para a coesão interna do PT. Ao colocar a reeleição de Lula como prioridade máxima, o partido busca evitar divisões internas e enviar um sinal claro ao mercado e aos adversários políticos sobre a continuidade do atual projeto de governo. O manifesto serve agora como um guia para todos os diretórios estaduais e municipais da legenda.