Está faltando homem no Brasil? Pesquisa mostra que mulheres são maioria no país

Levantamento aponta 95,1 homens para cada 100 mulheres no Brasil, com diferença maior nas faixas etárias mais altas e variações entre os estados
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A sensação de que há menos homens do que mulheres no Brasil tem respaldo nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025 apontam que, na média nacional, existem 95,1 homens para cada 100 mulheres no país.

Esse indicador é chamado de razão de sexo e mostra quantos homens existem proporcionalmente em relação à população feminina.

Apesar da média nacional, o cenário muda bastante conforme a região, o estado e a idade analisada.

Norte e Centro-Oeste têm maiores índices masculinos

Entre as regiões brasileiras, o Norte aparece com a maior proporção masculina, registrando 97,7 homens para cada 100 mulheres.

Em seguida vêm Centro-Oeste, com 97,1; Sul, com 96,4; Sudeste, com 95,0; e Nordeste, com 93,3, menor índice do país.

Segundo o IBGE, fatores econômicos e migratórios ajudam a explicar essas diferenças. Regiões com maior presença de atividades como agronegócio, mineração e expansão urbana costumam atrair mais trabalhadores homens.

Idade muda completamente o cenário

A distribuição entre homens e mulheres também varia conforme a faixa etária. Até os 24 anos, a população masculina ainda é maior. Depois dessa idade, a balança começa a mudar.

A partir dos 30 anos, as mulheres passam a ser maioria. Entre pessoas com 65 anos ou mais, a diferença se amplia: são apenas 75,9 homens para cada 100 mulheres.

Especialistas relacionam o resultado à maior mortalidade masculina ao longo da vida, especialmente por violência, acidentes e menor procura por cuidados preventivos de saúde.

Estados mostram extremos

Entre os estados com menor presença masculina, o Rio de Janeiro lidera com 91,4 homens para cada 100 mulheres. No grupo com 60 anos ou mais, o número cai ainda mais: apenas 70 homens para cada 100 mulheres.

Sergipe também aparece entre os menores índices, com 91,9.

Na outra ponta, Tocantins e Mato Grosso registram 101,5 homens para cada 100 mulheres, sendo os únicos estados com maioria masculina expressiva.

Já em São Paulo, a realidade muda conforme a idade. Entre jovens de 18 e 19 anos, há 113,2 homens para cada 100 mulheres.

O que explica as diferenças

De acordo com o IBGE, dois fatores principais influenciam a composição entre homens e mulheres no Brasil: a mortalidade diferente entre os sexos e os fluxos migratórios internos.

Razão de sexo no Brasil: panoramas e contrastes – Foto: Reprodução/ChatGPT

Enquanto homens morrem mais cedo em diversas faixas etárias, algumas regiões recebem maior número de trabalhadores masculinos, alterando o equilíbrio populacional local.

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