A Polícia Civil de São Paulo apreendeu cerca de 80 mil figurinhas falsificadas e aproximadamente 2 mil uniformes piratas da Seleção Brasileira durante uma operação realizada nesta quarta-feira (28) na capital paulista. A ação teve como foco o combate à comercialização ilegal de produtos ligados à Copa do Mundo de 2026.
Segundo os investigadores, os materiais estavam armazenados em galpões e pontos comerciais suspeitos de abastecer vendedores ambulantes e distribuidores informais em diferentes regiões da cidade.
As apreensões ocorreram após denúncias e monitoramento de estabelecimentos suspeitos de atuar com falsificação de produtos esportivos e itens colecionáveis sem autorização oficial das marcas detentoras dos direitos comerciais do Mundial.
De acordo com a polícia, entre os produtos encontrados havia milhares de pacotes de figurinhas imitadas, álbuns falsificados, adesivos adulterados e camisas da Seleção Brasileira produzidas ilegalmente. Parte do material já estava pronta para distribuição em meio ao aumento da procura por itens ligados à Copa do Mundo.
Os agentes afirmam que os produtos apresentavam forte semelhança com os originais e poderiam facilmente enganar consumidores, principalmente crianças e colecionadores.
A investigação aponta que o esquema utilizava gráficas clandestinas e oficinas têxteis irregulares para fabricar os produtos em larga escala. Os materiais seriam vendidos principalmente em comércios populares, redes sociais e pontos próximos a estádios, eventos esportivos e centros urbanos movimentados.
Segundo a Polícia Civil, além da violação de direitos autorais e de marcas registradas, a venda de produtos falsificados também alimenta redes ilegais de comércio e sonegação fiscal.
A operação contou com apoio de equipes especializadas em crimes contra a propriedade intelectual e combate à pirataria. Durante a ação, máquinas, impressoras, tecidos, etiquetas e equipamentos utilizados na fabricação dos materiais também foram apreendidos.
Os responsáveis pelos locais investigados poderão responder por crimes contra propriedade industrial, associação criminosa e receptação de produtos falsificados.
A polícia informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos na cadeia de produção e distribuição do material pirata, além de localizar possíveis fornecedores responsáveis pela impressão clandestina das figurinhas e fabricação dos uniformes.