Novo salário mínimo em SP: Tarcísio sanciona piso de R$ 1.874; alta de 46% em 4 anos

Nova regra entra em vigor já no próximo mês e vale para categorias sem piso definido por lei federal ou negociação coletiva .
Redação NC News
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou nesta quinta-feira (28) a lei que reajusta o salário mínimo estadual. Com a medida, o chamado “piso paulista” passa a ser de R$ 1.874,36. A nova regra entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação oficial, garantindo o aumento no bolso de milhares de trabalhadores já nas próximas semanas.

O valor aprovado representa uma alta nominal expressiva de 46% em relação ao piso pago no estado em 2022, que era de R$ 1.284. Para efeito de comparação, o reajuste do governo estadual superou com folga a inflação do período: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulou 19,5% nestes quatro anos.

Vantagem em relação ao mínimo nacional

A política de valorização da renda descolou São Paulo da base do resto do país. Atualmente, o salário mínimo nacional fixado pelo governo federal é de R$ 1.621. Com o novo reajuste sancionado, o piso paulista passa a ser 15,6% maior que o federal — o que garante uma diferença de R$ 253 a mais na conta dos profissionais abrangidos pela lei.

Quem recebe o piso paulista?

É importante destacar que o valor não altera o salário de todos os paulistas de forma automática. O piso estadual atende exclusivamente as categorias profissionais que não possuem um salário mínimo definido por lei federal ou que não contam com convenções e acordos coletivos de trabalho negociados por sindicatos.

Entre as principais funções beneficiadas pelo novo salário de R$ 1.874,36 estão:

  • Trabalhadores domésticos;
  • Cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência;
  • Pedreiros, serventes, encanadores e pintores;
  • Trabalhadores agropecuários e de limpeza e conservação;
  • Motoboys e operadores de telemarketing;
  • Garçons, vendedores e auxiliares de serviços gerais.
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