Jovens lideram o projeto ‘Cores da Dom Pedro II’ e resgatam tradição de pintar as ruas para o torneio mundial em Campina Grande

Iniciativa voluntária busca reviver a nostalgia das décadas passadas e unir a comunidade por meio da pintura urbana e da paixão pelo futebol.
Redação NC News
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Quem caminha pelo bairro da Prata, em Campina Grande, já consegue notar a transformação na paisagem urbana. Um grupo de jovens locais decidiu tirar o pincel do armário e dar vida ao projeto “Cores da Dom Pedro II”, uma iniciativa independente que está pintando e enfeitando o asfalto com as cores do esquadrão brasileiro. O grande objetivo do movimento é resgatar a antiga e marcante tradição de decorar as vias públicas para o principal torneio de seleções do planeta, um hábito que vinha perdendo força nos últimos anos.

O mutirão começou a ganhar corpo nos fins de semana e envolveu moradores de diversas idades, que se uniram para desenhar bandeiras, símbolos nacionais e artes geométricas ao longo da via.

Nostalgia e resgate cultural

Para os organizadores do projeto, a pintura vai muito além da simples torcida pelo hexacampeonato. Trata-se de uma ferramenta para recuperar o espírito de comunidade e a memória afetiva de uma época em que vizinhos se reuniam nas calçadas para planejar a ornamentação da rua inteira.

“A nossa geração cresceu ouvindo os mais velhos falarem sobre como a cidade inteira parava para enfeitar as ruas, com bandeirolas e desenhos incríveis no asfalto. Queremos ‘lembrar’ e reviver essa época, mostrando que a juventude ainda valoriza essa união e essa identidade cultural que sempre foram a cara do povo brasileiro durante o campeonato”, explicaram os líderes do movimento.

União comunitária e vaquinha para tintas

Para tirar o projeto do papel, o grupo de jovens organizou uma mobilização nas redes sociais e realizou uma arrecadação de fundos entre os próprios moradores e comerciantes da região para a compra dos galões de tinta e dos rolos de pintura.

A ação transformou a Rua Dom Pedro II em um ponto de encontro e festividade:

  • Interação social: Enquanto os mais jovens cuidam dos traços e preenchimentos mais complexos no asfalto, os moradores mais antigos ajudam na logística, esticando cordões de bandeirolas e oferecendo lanches para os voluntários;

  • Cenário instagramável: O resultado visual já começou a atrair moradores de outros bairros da Rainha da Borborema, que visitam o local para tirar fotos e registrar o capricho da decoração.

A expectativa do projeto “Cores da Dom Pedro II” é que o exemplo sirva de inspiração para que outras ruas de Campina Grande também resgatem o costume, espalhando o clima de celebração e a identidade cultural pela cidade antes do apito inicial do torneio internacional.

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