O que é o “Super El Niño” que preocupa cientistas e pode afetar o clima no mundo inteiro

Fenômeno climático ganha força em 2026 e especialistas alertam para risco maior de secas, enchentes, ondas de calor e incêndios florestais
Redação NC News
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Um fenômeno climático que costuma provocar impactos em diversas partes do planeta voltou a preocupar cientistas em 2026. Conhecido como El Niño, o evento está se formando no Oceano Pacífico e pode atingir níveis considerados históricos nos próximos meses. Especialistas já falam na possibilidade de um episódio extremamente forte, popularmente chamado de “Super El Niño”.

A preocupação não é exagero.

Meteorologistas afirmam que existe uma chance significativa de que este seja um dos episódios mais intensos registrados desde o início dos monitoramentos modernos.

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O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno natural provocado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

Quando isso acontece, ocorre uma mudança na circulação dos ventos e das correntes atmosféricas, alterando padrões climáticos em diversas regiões do planeta.

Na prática, isso significa que algumas áreas passam a enfrentar mais chuva do que o normal, enquanto outras sofrem com secas prolongadas.

O que é um “Super El Niño”?

Embora o termo seja popular, órgãos meteorológicos normalmente classificam os eventos apenas como fracos, moderados, fortes ou muito fortes.

Um chamado “Super El Niño” ocorre quando o aquecimento das águas do Pacífico atinge níveis excepcionalmente elevados, potencializando seus efeitos climáticos.

Segundo especialistas, as temperaturas do oceano podem ficar mais de 2°C acima da média em algumas áreas, aumentando significativamente os impactos globais.

Quais podem ser os impactos no mundo?

As previsões indicam maior risco de:

ondas de calor extremas;
enchentes;
secas severas;
incêndios florestais;
tempestades mais intensas;
perdas agrícolas;
aumento no preço de alimentos.

Organizações internacionais alertam que a combinação entre o El Niño e o aquecimento global pode intensificar ainda mais os eventos climáticos extremos.

O Brasil pode ser afetado?

Sim.

Historicamente, episódios fortes de El Niño costumam provocar alterações importantes no clima brasileiro.

Entre os impactos mais comuns estão:

aumento das chuvas na Região Sul;
períodos mais secos em partes do Norte e Nordeste;
temperaturas acima da média em diversas áreas do país;
mudanças no calendário agrícola.

Os efeitos exatos ainda dependem da intensidade final do fenômeno e da forma como ele evoluirá ao longo dos próximos meses.

[INSERIR ARTE COM IMPACTOS NO BRASIL]

Por que cientistas estão tão preocupados?

Além da intensidade projetada, existe outro fator importante: os oceanos do planeta já estão registrando temperaturas recordes.

Isso significa que o El Niño poderá atuar sobre um sistema climático que já está mais quente do que o normal, aumentando a possibilidade de eventos extremos.

Especialistas da ONU chegaram a afirmar que o fenômeno pode “colocar mais combustível no fogo” do aquecimento global.

O fenômeno já aconteceu antes?

Sim.

Um dos episódios mais fortes da história ocorreu entre 1997 e 1998.

Na época, diversos países enfrentaram enchentes, secas severas e prejuízos bilionários. Estimativas internacionais apontam que os danos econômicos ultrapassaram dezenas de bilhões de dólares.

O que acontece agora?

Os principais centros meteorológicos do mundo seguem monitorando diariamente a evolução das temperaturas no Oceano Pacífico.

As projeções indicam que o fenômeno deve ganhar força ao longo do segundo semestre de 2026, período em que seus efeitos tendem a se tornar mais evidentes.

Entenda o fenômeno

O El Niño é um evento climático natural que ocorre a cada dois a sete anos e influencia o clima em praticamente todos os continentes. Dependendo da intensidade, pode alterar regimes de chuva, provocar secas, aumentar temperaturas e gerar impactos na agricultura, no abastecimento de água e na economia global.

Por isso, mesmo acontecendo a milhares de quilômetros do Brasil, o aquecimento das águas do Pacífico é acompanhado com atenção por governos, agricultores, empresas e cientistas em todo o planeta.

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