Moraes autoriza defesa de Bolsonaro a acompanhar depoimento sobre arma apreendida

Decisão do ministro do STF permite que advogados participem da oitiva do ex-presidente e realizem reunião preparatória antes do depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal
Redação NC News
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realizem reunião preparatória antes do depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro acompanhem o depoimento que será prestado à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome. A decisão também libera uma reunião preparatória entre Bolsonaro e sua defesa antes da oitiva.

O depoimento está relacionado à apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome do ex-presidente e encontrada com um integrante de sua equipe de segurança durante uma abordagem policial realizada em Taguatinga, no Distrito Federal.

 

O que aconteceu?

A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer as circunstâncias em que a arma de Bolsonaro foi encontrada em posse de um militar ligado à equipe de segurança do ex-presidente.

Segundo os autos, a pistola foi localizada durante uma blitz policial. Na ocasião, o homem abordado informou aos agentes que o armamento pertencia a Bolsonaro e que estava sendo transportado para manutenção após apresentar uma pane mecânica.

 

O que decidiu Alexandre de Moraes?

Na decisão mais recente, Moraes autorizou que os advogados tenham acesso ampliado ao ex-presidente para prepará-lo para o depoimento.

Além da reunião prévia, a defesa poderá acompanhar toda a oitiva, que será realizada na residência de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar. O ministro também retirou limitações de tempo para o encontro entre cliente e advogados.

 

O que diz a defesa de Bolsonaro?

Os advogados do ex-presidente confirmaram que a arma apreendida pertence a Bolsonaro. Segundo a versão apresentada ao STF, o armamento foi entregue a um integrante da equipe de segurança para ser levado a conserto após apresentar problemas de funcionamento.

A defesa sustenta que Bolsonaro não está impedido de manter arma de fogo em sua residência e afirma que não houve descumprimento das determinações judiciais impostas ao ex-presidente.

 

Por que o caso é investigado?

A investigação busca esclarecer se houve alguma irregularidade no transporte e na posse da arma durante o período em que Bolsonaro cumpre medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Os investigadores também analisam as circunstâncias da apreensão e os procedimentos adotados pela equipe de segurança responsável pelo armamento.

 

O que acontece agora?

Com a autorização concedida por Moraes, o depoimento deve ocorrer nos próximos dias na residência do ex-presidente.

As informações prestadas por Bolsonaro serão incorporadas ao inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal. Após a conclusão das diligências, as autoridades decidirão se haverá novas medidas ou eventual responsabilização relacionada ao caso.

BIO E CONTEXTO FINAL

O caso teve início após a apreensão de uma pistola Glock registrada em nome de Jair Bolsonaro durante uma blitz no Distrito Federal. A arma estava com um integrante da equipe de segurança do ex-presidente, que alegou estar transportando o equipamento para manutenção.

A investigação ocorre em um momento em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e permanece submetido a determinações judiciais impostas pelo Supremo Tribunal Federal. O objetivo das autoridades é esclarecer se houve alguma irregularidade relacionada à posse e ao transporte do armamento.

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