Colômbia vence RD Congo, avança e pressiona Portugal

Daniel Muñoz marca o gol da vitória que garante a classificação antecipada da Colômbia no Mundial.
Redação NC News
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A Colômbia derrota a República Democrática do Congo por 1 a 0 nesta segunda-feira (24), em Guadalajara, e garante vaga antecipada na segunda fase do Mundial de Seleções. Com o resultado, assume a liderança do grupo K e entra para o jogo contra Portugal, dia 27, em Miami, precisando apenas de um empate para confirmar o primeiro lugar.

Domínio colombiano, resistência congolesa

No gramado do Estádio Akron, a seleção de Néstor Lorenzo mostra desde o início que quer resolver a classificação ainda na segunda rodada. Pressiona, ocupa o campo de ataque e marca forte a saída de bola congolesa. O gol sai só no segundo tempo, mas a sensação é de controle quase permanente.

O placar magro não traduz o volume de jogo. A Colômbia cria as principais chances e transforma Lionel Mpasi no personagem do Congo. O goleiro, nascido na França e formado nas bases do PSG, faz 8 defesas e adia o gol colombiano até os 30 minutos da etapa final. Em muitas delas, aparece no reflexo curto, evitando gols à queima-roupa.

O Congo se fecha com duas linhas compactas, tenta explorar contra-ataques e bolas longas, mas oferece pouco perigo real. A prioridade é sobreviver à onda amarela nas arquibancadas e em campo. A Colômbia tem um gol anulado logo aos 5 minutos, em impedimento de Daniel Muñoz, e mantém o ritmo, sem se desorganizar.

Gol de Muñoz destrava a noite

Quando o empate começa a ganhar contornos de frustração, entra em cena Juan Fernando Quintero. O meia, acionado no segundo tempo, dá a cadência que faltava à posse de bola colombiana e encontra espaços entre as linhas africanas. Aos 75 minutos, acha o passe que muda o jogo.

Quintero recebe por dentro, levanta a cabeça e vê Muñoz infiltrando na área. O lateral aparece como atacante, finaliza e conta com um desvio na zaga que tira qualquer chance de defesa de Mpasi. A bola entra lenta, quase em câmera lenta, enquanto o goleiro congoles vê a trajetória mudar. O 1 a 0 recompensa a insistência que a imprensa europeia já destaca.

Na Espanha, o jornal Marca estampa: “É preciso falar da Colômbia”. O AS descreve a seleção de Lorenzo como “dona quase absoluta da partida”. Na Argentina, o Olé lança um “Baila Colombia” em tom de festa. O Mundo Deportivo resume que Muñoz consegue “derrubar a resistência do Congo”. A percepção externa reforça o que o placar já sugere: a campanha colombiana ganha peso internacional.

Cenário do grupo e contas de classificação

Com a vitória, a Colômbia chega a 6 pontos em duas rodadas e volta ao topo do grupo K. Portugal aparece em segundo, com 4 pontos. O Congo permanece com 1, seguido pelo Uzbequistão, que ainda não pontua. A combinação coloca pressão direta sobre os portugueses antes do duelo em Miami, às 20h30 (de Brasília), no sábado, 27 de junho de 2026.

Para manter a liderança, a Colômbia joga pelo empate. Em caso de nova vitória, abre campanha perfeita na fase de grupos e consolida um caminho teoricamente mais favorável no mata-mata. A vaga antecipada permite que Lorenzo administre desgaste físico, rode o elenco e ajuste detalhes táticos voltados já para os confrontos eliminatórios.

Portugal, por sua vez, entra em campo sem margem para descuidos. Precisa vencer para assumir a ponta e evitar cruzamentos mais pesados na sequência do torneio. A disputa direta pela primeira posição promete influenciar escalações e postura das duas equipes desde o apito inicial.

O Congo ainda respira. Com 1 ponto, chega à última rodada em terceiro lugar, precisando vencer o Uzbequistão em Atlanta. Uma vitória simples pode ser suficiente para avançar como uma das melhores terceiras colocadas. O cenário de classificação como vice do grupo é mais complexo: precisa golear o Uzbequistão e torcer por derrota de Portugal diante da Colômbia. A matemática mantém o sonho vivo, mas aumenta a pressão sobre elenco e comissão técnica.

Confiança em alta e símbolo nas arquibancadas

Dentro do vestiário colombiano, a vitória consolida um sentimento de time pronto para duelos grandes. Após dois jogos, a seleção soma 6 pontos, controla a maior parte dos minutos disputados e vê seu trabalho reconhecido fora do país. Em torneios curtos, essa combinação de resultados e prestígio costuma pesar na construção de confiança.

Do lado congolês, o brilho de Mpasi serve como consolo e alerta. As 8 defesas expõem a capacidade de resistência defensiva, mas também escancaram a dificuldade ofensiva para reter a bola e agredir o adversário. O time africano entra para a última rodada sabendo que precisa “correr mais riscos”, como admite o discurso de integrantes da delegação, para transformar organização em pontos.

Fora de campo, a noite em Guadalajara ganha um símbolo inesperado. Nas arquibancadas lotadas, um torcedor congoles rouba a cena. Vestido com as cores da RD Congo, Michel Kuka Muladinga passa os 90 minutos em pé, imóvel, com o braço direito erguido. A postura rígida ecoa a estátua de Patrice Lumumba, líder da independência congolesa e primeiro-ministro em 1960.

A imagem viraliza nas redes e ajuda a recolocar em pauta a relação entre futebol, política e identidade. Em plena noite de derrota, a RD Congo projeta ao mundo uma narrativa que ultrapassa o placar. O gesto de Muladinga, inspirado no monumento de Kinshasa, lembra que o Mundial não é só vitrine esportiva, mas palco de memórias e reivindicações nacionais.

Miami no horizonte e tensão crescente

Com a vaga garantida, a Colômbia volta as atenções para Miami. Portugal surge como primeiro grande teste de mata-mata em clima de fase de grupos. A partida de 27 de junho define não apenas a liderança do grupo K, mas também boa parte do desenho da chave nos 16 avos de final.

Em campo, a promessa é de duelo entre uma Colômbia em ascensão e um Portugal pressionado a confirmar favoritismo. Fora dele, o Congo joga sua sobrevivência contra o Uzbequistão, apostando que a noite inspirada de Mpasi e a energia de torcedores como Muladinga possam empurrar a seleção africana a uma classificação histórica.

As próximas 72 horas carregam peso raro: definem quem chega embalado, quem sobrevive por um fio e quem se despede cedo demais. A Colômbia já sabe que segue no Mundial. Resta descobrir qual será o tamanho de sua ambição quando a bola rolar em Miami.

Onde assistir Colômbia x Congo?

A partida já aconteceu, em 24 de junho de 2026, no Estádio Akron, em Guadalajara. A transmissão é reprisada por canais de esportes de TV e plataformas de streaming que detêm os direitos do Mundial.

Que horas é o jogo da Colômbia hoje?

O próximo jogo da Colômbia no grupo K é contra Portugal, em 27 de junho de 2026, às 20h30 (horário de Brasília), em Miami.

Congo já jogou Copa do Mundo?

A República Democrática do Congo disputa a edição de 2026 do Mundial de Seleções e mantém chances de avançar à fase de mata-mata antes da última rodada do grupo K.


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