A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de Joice Batista de Oliveira, de 27 anos, encontrada sem vida em uma avenida de Varginha, no Sul de Minas. A jovem havia saído para assistir ao jogo da seleção brasileira na última sexta-feira (19) e desapareceu durante o trajeto entre a casa e um bar onde encontraria uma amiga.
Segundo relatos, Joice deixou o trabalho no início da noite e manteve contato com a amiga com quem havia combinado de assistir à partida. A jovem chegou a informar que passaria em casa para tomar banho antes de seguir para o encontro.
Imagens de câmeras de segurança registraram a última aparição da vítima, por volta das 21h57. A mulher aparece na garupa de uma motocicleta por aplicativo em uma rua da cidade. Depois disso, não há mais registros dela viva.
Uma amiga da vítima, Thaíssa Bastos, contou que as duas haviam combinado de assistir ao jogo da seleção em um bar, mas Joice nunca chegou ao local.
“Ela estava em dúvida se ia ou se não ia, estava naquele momento mais cansada por conta do trabalho, mas acabou decidindo ir. Eu falei para ela: vamos sim, vamos aproveitar, é jogo do Brasil, a gente se encontra lá. Ela me disse que estava saindo do trabalho, que iria em casa tomar banho e depois ia direto para o bar. Depois me mandou mensagem dizendo que já estava chegando, e foi a última vez que eu tive contato com ela. Depois disso ela não respondeu mais, nem visualizou mais nada”, relatou a amiga.
O último contato
De acordo com Thaíssa, a última mensagem enviada por Joyce foi por volta de 21h57. Depois disso, as tentativas de contato já não tiveram retorno.
Horas depois, Joyce foi encontrada caída em uma avenida de Varginha, com diversos ferimentos. Uma motorista que passava pelo local percebeu a situação e acionou a Polícia Militar. Havia marcas de sangue na pista.
O Corpo de Bombeiros realizou o resgate e encaminhou a jovem em estado grave para a UPA da cidade. Ela chegou inconsciente à unidade de saúde e não resistiu aos ferimentos.
Celular da víitima desapareceu
A bolsa da vítima foi localizada no local, com pertences preservados, mas o celular não foi encontrado até o momento.
A principal hipótese inicial levantada pelas autoridades é de atropelamento, mas a versão não convence familiares e amigos, que pedem uma investigação mais aprofundada sobre o caso. O irmão da jovem, Jofferson Oliveira, afirma que a família não acredita na possibilidade de acidente.
“É muito difícil para a gente aceitar que tenha sido um atropelamento. Ela não tinha o costume de andar por ali, não era uma pessoa que ficava na rua, muito menos naquele horário e naquele trecho. A Joice tinha planos, trabalhava, era responsável. A gente sente que falta alguma coisa nessa história, algo que ainda não foi explicado. A gente quer a verdade, porque do jeito que foi, não fecha”, disse o irmão.
Amigos também destacam que Joice era uma jovem tranquila, cheia de planos e com rotina organizada, o que aumenta ainda mais a dúvida sobre o que teria acontecido no trajeto entre o trabalho e o encontro com a amiga.
A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda laudos periciais para esclarecer a dinâmica da morte.