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CBF envia ofício contestando gol anulado de Vini Jr. contra Escócia

Entidade contesta marcação do árbitro César Ramos em Miami, relembra erro histórico de 2018 envolvendo o mesmo juiz e exige explicações técnicas nos bastidores
Redação NC News
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A vitória categórica da Seleção Brasileira masculina por 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira (24), em Miami, garantiu a liderança do Grupo C, mas deixou um rastro de insatisfação nos bastidores. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um protesto formalizado por meio de ofício para contestar a polêmica anulação de um gol do atacante Vinícius Júnior. A movimentação visa blindar o elenco psicologicamente e cobrar critérios claros da comissão de arbitragem antes do início das fases eliminatórias.

O lance em questão ocorreu aos 22 minutos da etapa inicial, quando o Brasil já vencia o confronto por 1 a 0. O camisa 7 executou uma roubada de bola vertical ao desarmar o zagueiro Jack Hendry na intermediária, invadiu a grande área em velocidade e finalizou com precisão na saída do goleiro Angus Gunn. O tento, que seria o segundo do Brasil e o segundo de Vini Jr. na partida, acabou congelado pelo rito burocrático do árbitro de vídeo.

O fantasma de 2018 e o dossiê contra o juiz mexicano

O árbitro de campo, o mexicano César Ramos, validou a jogada em um primeiro momento, mas foi interpelado pela cabine do VAR, que apontou uma suposta infração ofensiva. Após revisar as imagens no monitor de campo, Ramos voltou atrás e assinalou falta do atacante brasileiro, alegando que ele teria atingido a perna do defensor escocês.

No entanto, a análise detalhada do replay desmente a interpretação do juiz. As imagens de bastidores mostram que Vinícius Júnior tomou legitimamente a frente da jogada e o próprio zagueiro Hendry é quem chuta o pé do brasileiro por trás. Um detalhe tático que chamou a atenção dos analistas das classes C e D foi o fato de que nenhum atleta da Escócia esboçou qualquer tipo de reclamação ou pedido de falta no momento do lance.

No texto do documento encaminhado à comissão organizadora, a CBF usou de diplomacia ao classificar César Ramos como um profissional “experiente e qualificado”, mas anexou um fantasma do passado para encorpar a reclamação:

O precedente da Rússia: A entidade nacional fez questão de relembrar que o mesmo César Ramos foi o responsável por apitar o duelo entre Brasil e Suíça na fase de grupos de 2018, em Rostov. Naquela ocasião, o juiz validou o gol de empate suíço anotado por Steven Zuber, ignorando um empurrão claro e uma falta em cima do zagueiro brasileiro Miranda. “O VAR confirmou o gol, e o incidente gerou uma controvérsia considerável e preocupação no futebol brasileiro”, relembrou a diretoria no ofício.

Foco total no confronto eliminatório contra o Japão

Apesar do prejuízo estatístico individual para Vinícius Júnior, que busca o topo da artilharia, o time manteve a cabeça no lugar. O camisa 7 balançou as redes em outra oportunidade e o centroavante Matheus Cunha fechou a conta, selando o placar pacífico de 3 a 0 que colocou o Brasil na rota principal do chaveamento.

Os próximos desdobramentos da Seleção Brasileira ocorrem no gramado do NRG Stadium, em Houston, no Texas. O elenco se reapresenta para os treinos táticos visando neutralizar a velocidade do Japão. A comissão técnica monitora os bastidores para saber quem será o trio de arbitragem escalado pela entidade máxima para o jogo de segunda-feira, torcendo para que a pressão política exercida pelo ofício surta efeito e garanta uma condução justa e sem interferências equivocadas no mata-mata de vida ou morte.

Entenda o Contexto

O envio de ofícios de protesto a comissões de arbitragem durante o transcorrer de torneios de tiro curto funciona como uma ferramenta tática de bastidores essencial no futebol moderno. Embora a pontuação da partida contra a Escócia não possa ser alterada e os 3 a 0 já estejam consolidados, a CBF age politicamente para marcar território perante a comissão organizadora. Ao resgatar o erro de César Ramos na Rússia em 2018, a diretoria brasileira eleva o tom e cria um escudo de pressão sobre os próximos árbitros que apitarão os jogos do Brasil, especialmente no decisivo duelo contra o Japão. No ecossistema de alta pressão das eliminatórias, garantir que a equipe de vídeo e o juiz de campo pensem duas vezes antes de interferir em lances interpretativos pode ditar a fronteira entre o avanço rumo ao título ou uma eliminação precoce devido a erros de arbitragem.

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