Senegal passa o rolo compressor no Iraque com goleada por 5 a 0 e seca rivais por vaga no mata-mata

Com show do reserva Pape Gueye no Canadá e expulsão via VAR, seleção africana alcança os três pontos e aguarda desfecho da rodada para carimbar classificação
Redação NC News
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A seleção de Senegal masculina de futebol manteve vivo o sonho de avançar para a fase eliminatória do torneio mundial. Em um duelo amplamente dominado no Toronto Field, no Canadá, a equipe africana passou o rolo compressor e goleou o Iraque por 5 a 0 na tarde desta sexta-feira (26). Apesar do triunfo categórico e pacífico, os senegaleses ainda precisam conter as comemorações de bastidores: com três pontos somados e saldo positivo de dois gols na chave I, o grupo precisa secar os adversários diretos até o fechamento da rodada para garantir uma vaga entre os oito melhores terceiros colocados.

Do outro lado da tabela, o Iraque se despede da competição internacional de forma melancólica. O time asiático encerra sua participação com três derrotas consecutivas, nenhum ponto ganho, um rastro de 12 gols sofridos e apenas uma bola na rede ao longo de toda a sua trajetória.

Gol relâmpago e expulsão crucial ditam o ritmo do primeiro tempo

O plano tático de Senegal funcionou logo no início da partida, garantindo tranquilidade de bastidores. Logo aos três minutos de jogo, o zagueiro Seck cobrou escanteio com precisão e Diarra subiu mais alto que a marcação para desviar de cabeça, abrindo o placar. A partir daí, o camisa 10 e principal estrela da companhia, Sadio Mané, assumiu o protagonismo das ações ofensivas e infernizou a linha defensiva do Iraque.

O lance capital da etapa inicial nasceu dos pés de Mané. Após uma roubada de bola vertical, o atacante disparou em velocidade e acabou puxado pela camisa e pelo calção pelo defensor Sulaka na entrada da área. O árbitro britânico Anthony Taylor mandou o jogo seguir inicialmente, mas foi interpelado pela cabine do VAR. Após revisar as imagens no monitor, Taylor aplicou o cartão vermelho direto, fragilizando completamente a estrutura tática iraquiana antes do intervalo.

[INSERIR INFOGRÁFICO: O MAPA DE CALOR E DE PASSES DE SADIO MANÉ EM TORONTO]

Senso de urgência ativado: O show de Pape Gueye na etapa final

Ciente de que o saldo de gols é o principal critério de desempate na disputa de bastidores pelas vagas de melhores terceiros colocados, o técnico Pape Thiaw ativou o senso de urgência de seus atletas no vestiário. A postura agressiva surtiu efeito rápido: aos 10 minutos do segundo tempo, o artilheiro Sarr ganhou uma dividida ríspida na intermediária, invadiu a grande área e finalizou cruzado para fazer 2 a 0.

Foi então que a estrela do treinador brilhou com as substituições de bastidores. O meio-campista Pape Gueye saiu do banco de reservas para se tornar o grande nome do festival de gols, precisando de menos de 15 minutos em campo para balançar as redes duas vezes:

  • O terceiro gol: Logo em seus primeiros toques na bola, Gueye aproveitou uma bobeada crônica do defensor Akam Hashem na saída de bola e bateu colocado no canto do goleiro reserva Jalal Hassan.

  • O quarto gol: Pouco tempo depois, o meia coletou uma sobra viva dentro da área e emendou um chute de primeira, um verdadeiro “pombo sem asa” que estufou as redes adversárias.

Para fechar o massacre e consolidar o placar largo, Pape Gueye ainda distribuiu uma assistência milimétrica para Iliman Ndiaye (outro atleta que veio do banco) acertar um belo arremate de longa distância, estufando o ângulo esquerdo aos 36 minutos e definindo o 5 a 0.

O xadrez da classificação: Quem Senegal precisa secar?

Com o encerramento de seus compromissos no Grupo I, a delegação africana agora acompanha o torneio pela televisão com a calculadora nas mãos. Para figurar na zona de classificação dos melhores terceiros colocados, Senegal precisa torcer contra seleções de outras chaves que ainda jogam entre sexta-feira e sábado:

Os próximos desdobramentos nos gramados norte-americanos vão ditar se o esforço ofensivo de Senegal no segundo tempo em Toronto foi suficiente para garantir uma sobrevida no torneio ou se a equipe carimbará as passagens de volta para Dakar antes das oitavas de final.

Entenda o Contexto

A necessidade de buscar goleadas elásticas na última rodada da fase de grupos evidencia o peso do saldo de gols em torneios com formatos expandidos, onde terceiros colocados ganham o direito de avançar ao mata-mata. Senegal havia desempenhado um bom futebol coletivo nas rodadas anteriores, mas acabou castigada com derrotas apertadas para as potências França e Noruega, entrando em campo nesta sexta-feira com a corda no pescoço. A expulsão do zagueiro iraquiano via intervenção do VAR funcionou como o divisor de águas tático que a equipe precisava para destravar o jogo físico. Ao marcar cinco gols e recompor seu saldo, o time de Pape Thiaw cumpriu a sua obrigação de casa perante o público das classes C e D, provando que em competições de tiro curto a inteligência emocional para aproveitar a superioridade numérica dita a fronteira entre a classificação e o fracasso.

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