Lo Celso brilha, Messi faz história e Argentina fecha 100%

Argentina mantém campanha perfeita no Grupo J com atuação destacada de Lo Celso e recordes de Messi.
Redação NC News
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Giovani Lo Celso abre o placar com um golaço de falta, Lionel Messi entra no segundo tempo, faz história com mais um gol e a Argentina fecha a fase de grupos do Mundial de Seleções com 100% de aproveitamento. A vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia, nesta 27 de junho de 2026, no Dallas Stadium, confirma o primeiro lugar do Grupo J e reforça a ideia de que o time de Lionel Scaloni tem mais recursos do que apenas o camisa 10.

Messi poupado, Lo Celso protagonista

Com a classificação garantida e a liderança assegurada antes de a bola rolar, Scaloni decide preservar Messi. O craque começa no banco, em Dallas, sob forte calor texano e expectativa contida nas arquibancadas lotadas de camisas celestes e brancas.

Sem o astro, Lo Celso ganha espaço para assumir as bolas paradas. Aos 18 minutos, o meia se aproxima da cobrança de falta na entrada da área, ligeiramente pela direita. O goleiro Yazeed Abulaila tenta se antecipar, dá um passo para trás da barreira e abre o canto direito. Lo Celso acerta justamente ali, no ângulo, sem chance de reação. O portal Goal.com descreve a batida como um foguete que “passou por Yazeed Abulaila”.

O gol tem peso que vai além do 1 a 0. Até ali, Messi havia marcado os cinco gols argentinos nas duas rodadas anteriores. A rede balançada por Lo Celso quebra essa dependência numérica e oferece a Scaloni um argumento concreto: há mais gente capaz de decidir na bola parada.

Lautaro desencanta, Jordânia reage

A vantagem se amplia ainda no primeiro tempo. Aos 31 minutos, Lautaro Martínez parte para a cobrança de pênalti. Vinha pressionado pela seca de gols com a camisa da seleção, alvo de comparações constantes com centroavantes de gerações anteriores e de análises frias em sites como SofaScore. Converte com calma, como destacou o jornal O TEMPO: “Lautaro Martínez converteu com calma aos 31 minutos, dando à Argentina uma vantagem de 2 a 0”.

O gesto de comemoração, sinalizando o fim da seca, conversa diretamente com o vestiário e com as manchetes. Para Scaloni, ter o centroavante em confiança é tão estratégico quanto preservar Messi.

Do outro lado, a Jordânia mostra por que chegou até aqui. O time de Jamal Sellami, muito abaixo no ranking mundial, não se esconde. Tenta acelerar pelos lados, explora os espaços deixados por uma Argentina que administra mais do que pressiona. No segundo tempo, encontra recompensa. Mousa Tamari recebe em condição favorável e diminui para 2 a 1, reacendendo a partida.

O gol premia a postura jordaniana e expõe um breve momento de desconcentração argentina. Mahmoud Al Mardi ajuda a empurrar o time à frente, e as arquibancadas percebem que o jogo, apesar da diferença técnica, não está totalmente sob controle.

Entrada de Messi, gol histórico e parceria com Lo Celso

A crescente pressão convence Scaloni a recorrer ao seu 10. Aos 60 minutos, Messi entra, muda o ambiente e retoma a sensação de segurança entre os argentinos. A bola passa a circular com mais paciência, e as faltas próximas à área ganham outra aura.

Lo Celso revela depois que a parceria vai além do campo de visão em jogo corrido. “Falei com o Messi no intervalo sobre o movimento do goleiro. Muito feliz por ele, que voltou a marcar. Agora vamos pensar em Cabo Verde”, afirma o meia, à organização do torneio. A observação é simples: Abulaila tende a se antecipar e a dar um passo para um lado antes da cobrança.

Na nova falta, o roteiro se repete. O goleiro se mexe, Messi bate no contrapé, rasteiro, e faz o terceiro da Argentina. O arqueiro nem salta. O lance amplia o placar e reescreve a história do torneio: com o gol, Messi chega ao 19º em edições de Mundial e se torna, como registra o Goal.com, “o primeiro jogador na história da Copa do Mundo a marcar em sete jogos consecutivos”.

O site ainda resume o momento do argentino: “Ele parece determinado a sair com todos os recordes ofensivos que puder”. Aos 39 anos, o camisa 10 transforma cada partida em corrida particular contra o tempo e contra as marcas que restam.

Argentina com mais armas, Jordânia em evolução

As duas cobranças de falta, de Lo Celso e Messi, colocam a Argentina numa lista restrita. Desde o Japão, em 2010, uma seleção não marcava dois gols de falta na mesma partida de Mundial. A façanha, somada ao pênalti de Lautaro, fecha o 3 a 1 e a campanha perfeita: três vitórias, 100% de aproveitamento no Grupo J.

No vestiário, a leitura é clara. A noite em Dallas chega como prova de que o sistema ofensivo não gira apenas ao redor de Messi. Lo Celso, que já passou por clubes como PSG e tem passagem lembrada por torcedores brasileiros por negociações especuladas com Grêmio e Atlético, ocupa um papel mais central, aproxima-se da área e assume responsabilidade técnica. Lautaro, por sua vez, volta a aparecer como referência concreta na pequena área, candidato a decidir jogos mais pesados.

Para a Jordânia, a eliminação dói menos diante do desempenho. O time causa mais dificuldades do que a diferença de 72 posições no ranking faz supor, marca gol em potência tradicional e sai com a sensação de evolução. A defesa, contudo, expõe limitações em bolas paradas, ponto que deve pautar a preparação para próximos ciclos.

Miami no horizonte e um Mundial mais aberto

O resultado em Dallas empurra a Argentina para Miami, onde enfrenta Cabo Verde em 3 de julho, às 19h (horário de Brasília). A seleção africana, surpresa do Grupo H ao avançar em segundo lugar e eliminar o Uruguai, muda o tom da conversa sobre favoritos. O Mundial ganha contornos mais abertos, com emergentes testando o limite das potências tradicionais.

Scaloni volta para a concentração com um quebra-cabeça mais complexo, porém positivo. Messi segue decisivo e acumulando recordes. Lo Celso se consolida como alternativa criativa e perigosa nas bolas paradas. Lautaro reencontra o gol e a confiança. Os três, juntos, dão ao treinador a chance de desenhar um ataque menos previsível na fase de mata-mata.

O desafio, a partir de agora, está em administrar minutos de Messi sem perder intensidade, e em manter protagonistas secundários em temperatura competitiva. A resposta começa em Miami, diante de Cabo Verde, num Mundial em que a Argentina já mostra que sabe vencer com e sem seu maior ídolo em campo.

Quem será o próximo adversário da Argentina?

A Argentina enfrenta Cabo Verde na próxima fase do Mundial, em Miami, no dia 3 de julho de 2026, às 19h (horário de Brasília).

Quantos gols Messi tem e qual recorde quebrou?

Messi chega ao 19º gol em Mundiais de seleções e se torna o primeiro jogador da história a marcar em sete partidas consecutivas do torneio.

Qual a importância do gol de Lautaro Martínez?

O pênalti convertido aos 31 minutos encerra a seca de Lautaro pela seleção, devolve confiança ao centroavante e amplia o leque ofensivo de Scaloni.


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