Três suspeitos de ataque a tenente da Rota são presos em SP

Prisões em São Paulo esclarecem ataque contra tenente da Rota, com um suspeito admitindo envolvimento.
Redação NC News
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O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, irmão de Eloá Pimentel, foi alvo de uma tentativa de homicídio na manhã de sábado (27), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Horas após o atentado, três suspeitos de participação no crime foram presos na capital paulista. Um deles confessou envolvimento na ação, segundo a Polícia Militar.

Ataque em avenida movimentada

Ronickson deixava uma academia na Avenida Goiás, uma das principais vias de São Caetano do Sul, quando foi atacado. À paisana e conduzindo uma motocicleta, o policial parou em um semáforo e foi surpreendido por dois homens em outra moto, que efetuaram diversos disparos, principalmente na região da cabeça.

Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação. Os vídeos mostram que os criminosos passaram a seguir o tenente logo após ele sair da academia, indicando que o ataque pode ter sido planejado com antecedência. Ao alcançá-lo no semáforo, a dupla abriu fogo e fugiu sem levar qualquer pertence da vítima.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros no local. Em estado gravíssimo, Ronickson foi levado pelo helicóptero Águia da Polícia Militar ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Segundo a PM, o oficial passou por cirurgia e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado gravíssimo, porém estável, sob monitoramento neurológico contínuo. O hospital não divulgou boletim médico detalhado.

Prisão de suspeitos e confissão

Logo após o atentado, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil iniciaram uma força-tarefa para identificar os envolvidos. Os investigadores cruzaram imagens de câmeras de segurança, depoimentos e informações de inteligência para reconstruir a dinâmica do crime.

Durante o fim de semana, três homens, de 52, 40 e 24 anos, foram presos em São Paulo. Segundo a Polícia Militar, eles não seriam os autores dos disparos, mas teriam prestado apoio logístico e de transporte aos executores.

Um dos suspeitos confessou participação no crime. A polícia, porém, não divulgou detalhes sobre o conteúdo da confissão nem esclareceu o papel desempenhado por cada investigado. O homem de 24 anos poderá ser liberado após prestar depoimento, enquanto os investigadores analisam seu grau de envolvimento.

Os três foram encaminhados ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação. As buscas continuam para localizar os atiradores e identificar possíveis mandantes.

Governador fala em execução

O atentado ganhou repercussão além da área policial e passou a mobilizar o governo de São Paulo. Em publicação nas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas classificou o crime como uma execução e determinou prioridade máxima às investigações.

“Determinei prioridade máxima às forças de segurança para identificar e prender os responsáveis pelo atentado”, afirmou o governador, que também prestou solidariedade à família e aos colegas de farda do tenente.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que o caso é investigado como tentativa de homicídio. Segundo a pasta, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo na Avenida Goiás e, desde então, realizam diligências para identificar e prender os responsáveis.

A motivação do atentado ainda é desconhecida. A principal linha de investigação considera a hipótese de uma tentativa de execução, diante da forma como o ataque foi realizado e do aparente monitoramento prévio da vítima. Até o momento, não há confirmação de ligação com outros crimes.

Alvo é oficial experiente e irmão de Eloá

Ronickson Pimentel tem uma carreira consolidada na Polícia Militar de São Paulo. Ele ingressou na corporação em 2009 como soldado, após servir como fuzileiro naval da Marinha do Brasil entre 2006 e 2009. Em 2015, tornou-se oficial após concluir a formação na Academia do Barro Branco.

Ao longo da trajetória, atuou por sete anos na Força Tática, especializada no patrulhamento em áreas de maior risco. Em 2019, passou a integrar a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), considerada a tropa de elite da Polícia Militar paulista.

O nome de Ronickson já havia ganhado notoriedade nacional por causa de uma tragédia familiar. Em 2008, sua irmã, Eloá Pimentel, de 15 anos, foi assassinada pelo ex-namorado após permanecer cinco dias em cárcere privado, em Santo André. O caso teve ampla repercussão em todo o país.

Durante o julgamento do acusado, Ronickson prestou depoimento por cerca de uma hora. Na ocasião, afirmou que o ex-cunhado era agressivo e o descreveu como “um monstro”.

Impacto sobre a segurança e próximos passos

O atentado, ocorrido em uma das principais avenidas de São Caetano do Sul e em plena manhã de sábado, reforça a preocupação com a segurança de policiais militares mesmo quando estão fora de serviço. O fato de a vítima integrar a Rota amplia a repercussão e aumenta a preocupação dentro da corporação.

Nos bastidores, integrantes da segurança pública avaliam que a ação demonstra alto grau de planejamento, com monitoramento prévio da vítima e participação de suspeitos responsáveis pelo apoio logístico. A investigação busca esclarecer se o crime tem relação com organizações criminosas ou outra motivação.

A expectativa é que a Polícia Militar reforce protocolos de segurança para oficiais de unidades especializadas e intensifique operações em regiões consideradas estratégicas na Grande São Paulo.

Para moradores de São Caetano do Sul e do ABC Paulista, o atentado reacendeu a sensação de insegurança. Durante o fim de semana, a cidade registrou forte movimentação policial, bloqueios de vias e o emprego de helicópteros nas buscas pelos autores dos disparos.

As investigações seguem em andamento e novas prisões não estão descartadas. A identificação da motivação e de possíveis mandantes será determinante para a conclusão do inquérito e para a adoção de novas medidas de segurança.

Quem são os suspeitos presos até agora?

Três homens, de 52, 40 e 24 anos, foram presos em São Paulo. Segundo a Polícia Militar, eles são suspeitos de prestar apoio logístico e de transporte aos executores do atentado. Um deles confessou participação no crime, enquanto o investigado mais jovem poderá ser liberado após prestar depoimento.

Qual é o estado de saúde do tenente Ronickson Pimentel?

O policial passou por cirurgia após ser baleado na cabeça e segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. O estado de saúde é considerado gravíssimo, porém estável, com monitoramento neurológico contínuo.

O ataque tem relação com o caso Eloá?

Até o momento, a Polícia Civil não encontrou indícios que relacionem a tentativa de homicídio ao assassinato de Eloá Pimentel, ocorrido em 2008. A investigação trata o caso como uma possível execução e busca esclarecer a motivação do crime.

Quais são os próximos passos da investigação?

O DHPP continua ouvindo testemunhas e suspeitos, analisando imagens de câmeras de segurança e cruzando dados de inteligência para identificar os autores dos disparos e eventuais mandantes. A expectativa é que novas prisões ocorram à medida que as investigações avancem.

 

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