Noruega x França: Dembélé brilha e Noruega FC é eliminado

França domina Noruega com atuação decisiva de Dembélé e assegura liderança invicta no Grupo I do Mundial.
Redação NC News
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Com atuação fulminante de Ousmane Dembélé, a França vence a Noruega por 4 a 1 nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, em Foxborough, e assegura a liderança do Grupo I do Mundial de Seleções. O resultado mantém os franceses com 100% de aproveitamento e confirma um trajeto teoricamente mais suave na fase eliminatória.

Dembélé resolve o jogo em meia hora

O placar elástico nasce da combinação entre força máxima francesa e um time praticamente reserva da Noruega. Desde o primeiro minuto, a diferença de intensidade se impõe no gramado do estádio em Massachusetts.

Aos 25 segundos, Kylian Mbappé acerta o travessão e dá o tom da noite. “A campeã mundial de 2018 acertou o travessão com um chute fulminante de Kylian Mbappé aos 25 segundos, antes do capitão dar um passe em profundidade magnífico para o vencedor da Bola de Ouro, Dembélé, abrir o placar aos sete minutos”, registra Karolos Grohmann, da Reuters.

A partir daí, o jogo vira espetáculo particular de Dembélé. Aos 7 minutos, ele aparece nas costas da zaga, recebe de Mbappé e toca na saída do goleiro. Aos 19, amplia com um chute colocado de fora da área, no canto. Aos 31, fecha o hat-trick com finalização precisa dentro da área, sempre pela direita.

O desempenho entra para a carreira do atacante. “Dembélé marcou três gols em um jogo de Copa do Mundo pela primeira vez na carreira com uma bela finalização”, destaca o Valor Econômico. Ele se torna o terceiro jogador a anotar três vezes em uma mesma partida deste Mundial, depois de Messi, pela Argentina, e Jonathan David, pelo Canadá.

Noruega poupa Haaland e mira o mata-mata

Do outro lado, a Noruega deixa claro desde a escalação que pensa além de Foxborough. O técnico Ståle Solbakken preserva 10 dos 11 titulares usados na rodada anterior, incluindo as estrelas Erling Haaland e Martin Ødegaard. O único remanescente é o meia Fredrik Aursnes.

A escolha provoca frustração em quem esperava o duelo direto entre Mbappé e Haaland, mas encontra respaldo nas arquibancadas norueguesas. Antes da partida, torcedores ouvidos pelo UOL defendem o plano de rodar o elenco. “É melhor ter Haaland fresco e pronto para o mata-mata, que é o que importa, do que passar em primeiro”, resumem.

Mesmo com os reservas, a Noruega reage rapidamente após o segundo gol francês. Aos 20 minutos, Thelo Aasgaard aproveita falha da defesa, recebe livre na área e desconta. O gol não muda o rumo do jogo, mas evita um constrangimento maior para um time que já soma 6 pontos e entra em campo classificado.

Na etapa final, os noruegueses ainda têm a chance de voltar de vez para o jogo, em cobrança de pênalti de Jørgen Strand Larsen, desperdiçada. O castigo vem nos acréscimos, quando Desiré Doué fecha o placar em 4 a 1 para a França.

França sem Deschamps, mas com comando firme

O contexto francês dá peso extra ao resultado. A equipe entra em campo sem o técnico Didier Deschamps, que viaja à França para o velório da mãe, morta nesta semana. O auxiliar Guy Stéphan assume a beira do gramado e mantém a espinha dorsal da equipe, sem poupar titulares.

A decisão reforça a leitura de que a liderança do grupo é tratada como prioridade. A vitória leva a França a 9 pontos, com saldo de 7 gols, e consolida o time como um dos favoritos ao título, ao lado de outras potências que confirmam o primeiro lugar em seus grupos.

O desempenho consistente sem o treinador principal também conta na construção da confiança interna. O elenco responde em campo, controla o jogo e reduz a noite a uma gestão de esforço depois do terceiro gol de Dembélé. Mesmo assim, mantém o ritmo suficiente para impedir qualquer tentativa de reação norueguesa.

Caminhos cruzados com Brasil e Haaland

A classificação define um tabuleiro relevante para o torcedor brasileiro. Com a liderança do Grupo I, a França enfrenta um dos oito melhores terceiros colocados na próxima fase, em 30 de junho, em Nova Jersey. O rival só é conhecido após o fechamento de todos os grupos, mas, em tese, terá menor peso técnico do que um segundo colocado.

A Noruega, com 6 pontos e saldo de 2, fica em segundo lugar e encara a Costa do Marfim no mesmo 30 de junho, em Dallas. O vencedor desse confronto deve pegar quem avançar de Brasil x Japão, marcado para 29 de junho. O emparelhamento coloca Haaland diretamente no possível caminho brasileiro no mata-mata.

A aposta norueguesa em um elenco descansado mira justamente esse cenário. Com Haaland e Ødegaard preservados em Foxborough, Solbakken espera ter sua base física em melhores condições para enfrentar os africanos e, em caso de classificação, chegar inteiro a um eventual duelo com o Brasil, jogo de enorme apelo midiático e comercial.

O público da Noruega, acostumado a ver o país mais citado em pautas econômicas do que em campo, abraça a ideia de gestão de elenco. Termos como Noruega futebol, Noruega fc e Noruega jogo passam a circular com mais naturalidade em buscas na internet, embalados por uma geração que leva a seleção nórdica ao centro do Mundial depois de longos anos de ausência.

Favoritismo reforçado e Mundial em ebulição

Do lado francês, o 4 a 1 sobre a Noruega reserva não resolve todas as dúvidas, mas oferece um retrato animador. Dembélé volta a ser protagonista em um torneio de grande porte, Mbappé segue decisivo mesmo sem marcar, e o grupo mostra profundidade com peças como Doué surgindo do banco.

O primeiro lugar garante um adversário mais acessível nas oitavas, mas aumenta a pressão. Qualquer tropeço, a partir de agora, será lido como fracasso para uma equipe que chega embalada, com 9 pontos e só um gol sofrido na fase de grupos.

As próximas 48 horas definem o quebra-cabeça do mata-mata e calibram expectativas. A França observa de longe a briga dos terceiros colocados, enquanto a Noruega volta o foco para a Costa do Marfim e para a gestão de minutos de Haaland. Entre favoritos que confirmam o script e surpresas que se insinuam, o Mundial entra em sua fase mais tensa, em que cada escolha de hoje pode custar caro amanhã.

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