A Defesa Civil de Campo Grande e o Instituto Nacional de Meteorologia emitem, entre esta semana e o início da próxima, uma série de alertas amarelos para queda de temperatura de 3°C a 5°C e tempestades no Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul. Os avisos valem de 1º a 8 de junho e apontam risco leve à saúde, mas suficiente para mobilizar órgãos públicos e exigir atenção redobrada de idosos, crianças e pessoas vulneráveis.
Frio chega primeiro a Campo Grande e interior de MS
O primeiro alerta amarelo começa às 23h desta quarta-feira, 1º de junho, em Campo Grande, e segue até 22h59 de quinta-feira, 2 de junho. A Defesa Civil da capital prevê declínio de temperatura entre 3°C e 5°C nesse período, com impacto direto na sensação térmica ao amanhecer e à noite.
Em nota, o órgão resume a preocupação. “O risco à saúde é considerado leve, mas exige atenção, principalmente de idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirma a Defesa Civil de Campo Grande. Na prática, a recomendação é reforçar agasalhos, evitar exposição prolongada ao frio e checar a situação de moradores de rua e pessoas sozinhas.
Os efeitos aparecem com mais força na sexta-feira. Em Campo Grande, a previsão indica temperaturas entre 15°C e 21°C, com sensação térmica que pode chegar a 11°C em alguns momentos. No interior, o cenário é ainda mais gelado. Em Paranhos, na fronteira com o Paraguai, as mínimas podem cair a 9°C, com sensação de 7°C. Em Três Lagoas, na região leste, o quadro é menos rigoroso: os termômetros devem oscilar entre 15°C e 26°C, com tempo mais estável.
O resfriamento não se prolonga por muitos dias. A partir de segunda-feira, 7 de junho, as temperaturas sobem gradualmente em Campo Grande, com mínimas em torno de 17°C e máximas de até 27°C. A chuva, porém, só deve retornar à capital a partir de 11 de junho, mantendo a combinação de tempo seco e manhãs frias até lá.
Inmet amplia alertas para Sul e Sudeste
Enquanto Mato Grosso do Sul sente a primeira onda de frio, o Inmet estende o alerta amarelo de declínio de temperatura para áreas do Sul e Sudeste. Os avisos começam às 12h40 de sexta-feira, 5 de junho, e valem até 12h de sábado, 6 de junho, com redução prevista entre 3°C e 5°C em boa parte de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O alerta descreve perigo potencial, expressão usada para situações em que o fenômeno não é extremo, mas tem capacidade de afetar grupos sensíveis e a rotina de cidades. Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças respiratórias costumam ser os primeiros a sentir os efeitos da queda brusca de temperatura, o que pressiona serviços de saúde e assistência social.
Em Minas e São Paulo, o resfriamento atinge regiões densamente povoadas, como a Metropolitana de Belo Horizonte, o Triângulo Mineiro e áreas de Campinas e Vale do Paraíba. No Sul, cidades da serra catarinense e gaúcha entram no radar, com manhãs mais frias e possibilidade de sensação térmica abaixo dos valores registrados nos termômetros.
O alerta amarelo não impede a rotina, mas orienta cuidados adicionais no dia a dia. Abrigos, serviços de acolhimento e secretarias municipais de assistência social costumam reforçar plantões nesse tipo de situação, enquanto famílias ajustam o uso de aquecedores, cobertores e roupas de inverno. Para o comércio, produtos de vestuário e aquecimento tendem a ganhar impulso imediato de demanda.
Tempestades e ciclone na costa gaúcha
Depois da queda de temperatura, o foco se volta para a chuva. O Inmet já emite alerta amarelo de tempestade para segunda-feira, 8 de junho, entre 3h e 23h59, para áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão indica chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, com possibilidade de acumulados de até 50 milímetros ao longo do dia, ventos de 40 a 60 km/h e queda de granizo.
O instituto classifica o cenário como de baixo risco, mas não descarta transtornos localizados. “Há baixo risco de corte de energia elétrica, danos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos”, informa o Inmet. Em áreas rurais, a combinação de vento forte e granizo preocupa produtores, principalmente em lavouras mais sensíveis. Na zona urbana, o risco maior é de interrupções pontuais de energia, bloqueio de vias por árvores e enxurradas rápidas.
A MetSul atribui a virada do tempo a um sistema de baixa pressão que se desloca pelo Cone Sul. “A mudança nas condições do tempo no início da próxima semana deve ocorrer em razão de um centro de baixa pressão que avançará do Nordeste da Argentina para o Rio Grande do Sul entre segunda (08) e terça-feira (09), favorecendo a formação de um ciclone na costa gaúcha”, afirma a consultoria.
Esse tipo de sistema costuma organizar áreas de chuva intensa e rajadas de vento, sobretudo no litoral e em regiões mais expostas. Em muitos casos, as defesas civis locais ampliam o monitoramento de encostas, córregos e redes elétricas, para reduzir o impacto de possíveis temporais.
Rotina sob alerta e próximos dias
Meteorologistas da Meteored projetam um quadro contrastante no país. Enquanto o Sul e o Mato Grosso do Sul lidam com frio, ventos fortes e chuva, o Sudeste passa os próximos dias com tempo firme e predomínio de sol. A expectativa é de retorno de chuvas mais expressivas em parte da região apenas em meados da próxima semana.
Para a população, o principal efeito imediato é a necessidade de adaptação rápida. Quem mora em cidades sob alerta amarelo de queda de temperatura agora ou amanhã precisa se organizar para o frio repentino, com atenção especial a pessoas em situação de rua e famílias em moradias precárias. Prefeituras e governos estaduais monitoram o avanço das frentes frias e ajustam planos de contingência.
Moradores de Campo Grande podem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 em casos de ocorrências relacionadas ao tempo e a linha 156 para pedidos de serviços, como remoção de árvores. Em situações com risco envolvendo fiação elétrica ou queda de árvores sobre redes, a orientação é ligar para o Corpo de Bombeiros, no 193, e manter distância até a chegada das equipes.
Os próximos dias tendem a ser de monitoramento intenso. A formação do ciclone na costa gaúcha e a sequência de frentes frias mantêm a meteorologia em alerta, com possibilidade de novos avisos para frio, vento e chuva forte ao longo de junho. A recomendação central, segundo os órgãos oficiais, é acompanhar os comunicados da Defesa Civil e do Inmet e evitar a circulação de boatos em redes sociais, para que a resposta da população seja rápida e baseada em informação confiável.
O que significa alerta amarelo de declínio de temperatura?
É um aviso de “perigo potencial”, quando a previsão indica queda de 3°C a 5°C. O risco é leve, mas pode afetar idosos, crianças e pessoas vulneráveis.
Porque recebi alerta da defesa civil?
Você recebeu porque mora em área sob risco moderado de frio, chuva forte ou vento. A Defesa Civil usa mensagens para orientar cuidados e reduzir acidentes.
2026 será mais frio do que 2025?
Os alertas atuais tratam apenas dos próximos dias. Previsões confiáveis de frio ou calor tão adiantadas ainda não estão disponíveis pelos órgãos oficiais.