São Paulo acerta Victor Sá e mira zagueiro, volante e trocas

São Paulo reforça elenco com Victor Sá e busca zagueiro, volante e negociações para fortalecer o time.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O São Paulo oficializa em 2 de julho de 2026 a chegada do atacante Victor Sá e mantém a meta de contratar ao menos mais dois jogadores até 20 de julho. A diretoria quer um zagueiro e um volante, mas se abre a novas oportunidades, em um mercado em que cada movimento precisa caber no bolso.

Reforço fechado e planejamento sob limite

Victor Sá assina contrato até 2029 e simboliza a estratégia do clube neste meio de temporada. O atacante chega sem custo de aquisição, após disputa com clubes da Rússia e da Grécia, e escolhe o Morumbi influenciado por Dorival Júnior. Dentro do CT da Barra Funda, a leitura é de que o treinador pesa na balança. “Dorival Júnior foi um dos trunfos na negociação”, registra o ge.

O anúncio do atacante, em 1º de julho, não encerra o plano. A diretoria de futebol trabalha para ter, antes da abertura da janela em 20 de julho, pelo menos um zagueiro e um volante à disposição. O objetivo é ajustar setores considerados vulneráveis na temporada, mantendo a competitividade no Brasileiro e nas copas, sem recorrer a investimentos altos.

Rafinha assume a frente e amplia a mira

Os bastidores do mercado passam pelo gerente esportivo Rafinha e pelo advogado Felipe Carvalho. Eles assumem o comando das negociações após a saída do ex-diretor Rui Costa. “O ex-jogador assumiu interinamente a responsabilidade pelas negociações após a saída de Rui Costa”, informa o ge. A mudança força o clube a reorganizar o fluxo de decisões em pleno período de intertemporada.

Rafinha ganha protagonismo também pela rede de contatos. “Internamente, Rafinha é visto como uma pessoa com bom trânsito no mercado do futebol, o que pode facilitar as negociações”, descreve o ge. Esse capital político tenta compensar a falta de dinheiro. O São Paulo prioriza empréstimos, jogadores livres ou em fim de contrato. Nada de grandes compras.

Antes mesmo da demissão de Rui Costa, o departamento de futebol e a comissão técnica elaboram uma lista com mais de 50 nomes. A relação mistura perfis: experientes como Domingos Duarte, de 31 anos, e jovens como Felipe Silva, que atua no Porto B. A lógica é simples: cercar o mercado e reagir rápido a brechas, no Brasil e na Europa.

Domingos Duarte, Felipe Silva e a busca por segurança atrás

Para a defesa, o alvo principal é Domingos Duarte. O contrato com o Getafe termina em 1º de julho de 2026 e o português fica livre. Esse status atrai o São Paulo, que não teria de pagar por direitos econômicos. As conversas avançam em ritmo cauteloso. Falta consenso sobre o salário e a duração do vínculo.

Enquanto isso, a diretoria monitora alternativas. Uma delas é Felipe Silva, brasileiro de 24 anos do Porto B. Por enquanto, não há proposta oficial. O zagueiro entra na categoria das oportunidades: jovem, potencial de revenda e possibilidade de chegada por empréstimo ou baixo custo. O clube tenta equilibrar experiência imediata com construção de elenco para as próximas temporadas.

A defesa é tratada como setor crítico. Dorival Júnior exige mais altura, leitura de jogo e liderança no miolo de zaga. A busca por um defensor experiente responde a essa demanda. A eventual chegada de Domingos Duarte ou de outro nome da lista altera hierarquias internas e pode acelerar saídas de atletas com pouco espaço.

Mikael, CRB e o limite do cofre tricolor

No ataque, o clube não encerra as buscas com Victor Sá. O São Paulo tenta um empréstimo de Mikael, artilheiro da Série B pelo CRB, mas esbarra na resistência alagoana. O CRB rejeita a primeira oferta e estipula preço: 2 milhões de euros, cerca de R$ 11 milhões. Para os dirigentes do Morumbi, o valor pesa demais em um cenário de contenção.

A diretoria não descarta nova investida, mas mede cada passo. O clube não quer repetir apostas caras que pesem no caixa por anos. Mikael representa o tipo de reforço que agrada à comissão técnica, mas que, hoje, passa por filtros rígidos de custo-benefício. Se a negociação travar, a tendência é o São Paulo recorrer a outros nomes da longa lista montada no início do ano.

Troca com Botafogo redesenha a espinha do elenco

Enquanto caça alternativas no mercado, o São Paulo avança em uma engenharia doméstica. As diretorias de São Paulo e Botafogo chegam a um acordo verbal para trocar o volante Newton pelo zagueiro Nahuel Ferraresi, que hoje defende o clube carioca, mas está emprestado pelo próprio Tricolor. O acerto é revelado pelo jornalista Gabriel Sá e destrava pontos que emperravam a conversa, como salário e divisão de direitos econômicos.

O desenho final mantém o São Paulo com parte dos direitos de Ferraresi e garante 100% de Newton. O volante está avaliado em cerca de 3 milhões de euros e perde espaço com a chegada do técnico Franclim Carvalho ao Botafogo. “Newton está avaliado em cerca de 3 milhões de euros e perdeu espaço no elenco do Botafogo após a chegada do técnico Franclim Carvalho”, registra o Terra. O cenário abre caminho para a negociação.

Em paralelo, o Fogão encara sua própria equação. “A diretoria alvinegra pretende receber uma compensação para negociar o atleta e avalia alternativas antes de bater o martelo”, descreve o Terra. A inclusão de Ferraresi na conta atende a essa exigência. O contrato do zagueiro com o Botafogo vai até dezembro de 2026, o que ajuda a driblar o transfer ban alvinegro e permite que a troca ocorra sem ruptura contratual.

Para o São Paulo, a operação é estratégica. Ganha um volante jovem, em tese pronto para rodar no Brasileiro, e assegura um zagueiro que a comissão técnica já conhece. A troca reduz a necessidade de investimentos extras e libera a diretoria para focar em outras frentes da lista de reforços.

Pressão esportiva, contenção financeira e o que vem aí

O contexto financeiro obriga o São Paulo a jogar com o relógio e com a criatividade. O clube tenta chegar à reta final de julho com um elenco mais encorpado, sem repetir rombos recentes de caixa. A porta de entrada para contratações de peso segue estreita. Em compensação, o departamento de futebol ganha alguma previsibilidade orçamentária.

O risco aparece na outra ponta. Sem margem para trazer jogadores de impacto imediato em qualquer posição, o time pode sentir falta de soluções em jogos grandes, no Brasileiro e em torneios continentais. A aposta em atletas livres, empréstimos e trocas tende a reduzir o espaço para apostas arriscadas, mas também limita o acesso a talentos disputados na Europa.

No CT da Barra Funda, Dorival Júnior tenta blindar o dia a dia. A comissão técnica foca em preparo físico e ajustes de posse de bola, enquanto aguarda a chegada dos reforços. O desempenho nos primeiros jogos após 20 de julho deve oferecer a primeira amostra do efeito das movimentações no elenco. A janela ainda nem abre e o São Paulo já deixa claro o roteiro: gastar pouco, negociar muito e torcer para que a conta técnica feche tão bem quanto a financeira.

Quem o São Paulo ainda pretende contratar?

A prioridade é fechar com um zagueiro e um volante até 20 de julho. Domingos Duarte é o alvo principal para a zaga, e Newton deve chegar na troca com Ferraresi.

A negociação por Mikael está encerrada?

Não. O CRB recusou o empréstimo e pede 2 milhões de euros, mas o São Paulo mantém o atacante no radar e avalia se fará nova oferta.

Como fica a situação de Ferraresi com a troca?

O São Paulo mantém parte dos direitos de Ferraresi, que segue no Botafogo com contrato até dezembro de 2026. Newton chega em definitivo ao Tricolor.

Qual é o impacto financeiro dessa estratégia?

O clube reduz gastos com transferências, prioriza empréstimos e atletas livres e tenta manter a folha sob controle, ainda que limite o acesso a reforços caros.

 

Carregar Comentários