Suíça vence Argélia, segue invicta e avança no Mundial

Suíça mantém sequência invicta e garante vaga nas oitavas do Mundial com vitória sobre Argélia.
Redação NC News
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A seleção da Suíça vence a Argélia por 2 a 0, na madrugada desta sexta-feira (3), às 0h de Brasília, no BC Place Stadium, em Vancouver, e garante vaga nas oitavas do Mundial de Seleções. Breel Embolo e Dan Ndoye marcam os gols que classificam os suíços e encerram a campanha argelina.

Domínio suíço, posse argelina

O placar confirma em números uma sensação que se desenha desde a fase de grupos: a Suíça entra em 2026 como seleção difícil de ser batida. A equipe europeia se torna a 13ª classificada para o mata-mata, mantém a invencibilidade no torneio e alonga para sete jogos a sequência sem derrotas no ano, com quatro vitórias e três empates.

A Argélia deixa o Mundial com a estatística que mais a condena: teve 71% de posse de bola em Vancouver, mas pouco produziu. A seleção africana roda a bola, tenta acelerar pelos lados, busca Riyad Mahrez, sua grande estrela, mas esbarra em uma barreira vermelha e disciplinada. “A Argélia tentou surpreender, mas parou na linha de cinco homens do meio de campo suíço”, resume análise publicada pelo UOL.

O reencontro entre Murat Yakin, hoje técnico suíço, e Vladimir Petković, comandante argelino e ex-treinador da Suíça, acrescenta peso emocional. O antigo estagiário supera o mentor em um duelo que expõe dois momentos distintos: uma Suíça madura taticamente e uma Argélia dependente de lampejos individuais.

Gol cedo, controle total

A madrugada em Vancouver começa favorável à Argélia. Em cinco minutos, o time africano cria duas chances claras e pede pênalti ignorado pela arbitragem do argentino Yael Falcón. Mahrez tenta aparecer entre linhas, Aouar infiltra, Maza se movimenta na área. A Suíça assiste, espera e escolhe o momento de golpear.

Aos 10 minutos, a estratégia se revela. Granit Xhaka lança Johan Manzambi pela esquerda em contra-ataque. O atacante limpa a marcação dentro da área e cruza rasteiro. Embolo se antecipa na primeira trave e conclui. A primeira chegada suíça já vira vantagem no placar.

O gol muda o jogo. A Argélia continua com a bola, mas passa a esbarrar em uma Suíça compacta, que empilha cinco jogadores no meio-campo e comprime espaços. Ricardo Rodríguez arrisca de longe, Zakaria testa para fora, enquanto Mahrez e Aouar só conseguem respostas em cruzamentos e chutes sem direção.

O intervalo chega com a sensação de que os europeus conduzem a partida com calma desconcertante. “O resultado foi construído com extrema tranquilidade”, registra o UOL. O placar mínimo parece suficiente não apenas pelo que a Suíça cria, mas pelo pouco que permite.

Ndoye define, Argélia se despede

O segundo tempo mal começa e a vaga praticamente se decide. Aos 46 minutos, Denis Zakaria cruza da direita, a defesa argelina afasta mal e a bola sobra na entrada da área. Dan Ndoye não pensa duas vezes. Enche o pé e faz 2 a 0.

O golpe desorganiza ainda mais a Argélia. Mahrez tenta carregar o time, mas os companheiros se precipitam nas finalizações. Chutes saem altos, cruzamentos atravessam a área sem encontrar ninguém. Quando a defesa suíça falha, o goleiro Gregor Kobel responde com segurança.

No outro lado, Luca Zidane volta a sair de campo sob olhares desconfiados. Na sua primeira participação em Mundial, o filho do astro franco-argelino Zinedine Zidane não consegue se firmar. “Luca Zidane, filho do astro franco-argelino Zinedine Zidane, não conseguiu brilhar”, aponta o UOL. O goleiro encerra o torneio com sete gols sofridos em três partidas.

Mesmo com a vantagem, a Suíça não abdica de atacar. Xhaka ainda obriga o substituto Belghali a grande defesa aos 28 minutos, Embolo perde chance da entrada da área e Fabian Rieder desperdiça, com o gol aberto, a melhor oportunidade do fim. O placar, porém, já conta a história essencial da noite: uma equipe funcional e letal diante de um rival previsível.

Constância histórica e pressão africana

A vitória em Vancouver consolida um padrão. “A Suíça chegou às oitavas de final pela quarta Copa do Mundo consecutiva”, destaca o UOL. Nas três anteriores, o caminho para as quartas parou em seleções de peso: Argentina em 2014, Suécia em 2018 e Portugal em 2022. A nova classificação renova a discussão sobre o teto competitivo da equipe.

A campanha de 2026 mostra uma seleção ainda mais sólida. Na fase de grupos, o time de Yakin soma sete gols marcados e quatro sofridos. Agora, chega ao mata-mata com três vitórias e um empate, e com o trio Manzambi, Rubén Vargas e Embolo consolidado como ponto forte ofensivo. “A equipe comandada pelo técnico Murat Yakin não sabe o que é perder”, lembra o Estadão.

Do lado argelino, o cenário é oposto. A seleção avança à segunda fase como uma das melhores terceiras colocadas, mas não resiste ao salto de exigência. Mahrez, descrito pelo Estadão como “a grande esperança” da equipe, se movimenta, arma, tenta jogadas individuais, mas termina o Mundial sem o jogo decisivo que seu currículo sugere.

A queda nas oitavas, com posse alta e pouca efetividade, deve ampliar a pressão sobre Vladimir Petković. Ícone na memória suíça por ter conduzido o país às quartas da Eurocopa em 2021, ele volta para casa com a imagem arranhada no comando argelino. O contraste com o discípulo Yakin, que o supera justamente com a camisa que um dia foi sua, alimenta a narrativa de transição de gerações também no banco de reservas.

Próximo capítulo em Vancouver

Enquanto a Argélia começa a discutir futuro, a Suíça volta suas atenções para 7 de julho, também em Vancouver. O adversário sai do duelo entre Gana e Colômbia, marcado para definir quem enfrenta os europeus nas oitavas. A continuidade no torneio reforça a visibilidade internacional da seleção suíça e deve aquecer o mercado de transferências de seus principais jogadores.

O BC Place Stadium, que recebe novamente a equipe de Xhaka e companhia, se consolida como um dos centros do Mundial no Canadá. O desempenho seguro dos suíços, a consistência defensiva e a eficiência de um ataque que aproveita poucas chances já colocam o time entre as surpresas mais confiáveis desta edição. Resta saber se a constância, até aqui suficiente para mantê-los no torneio, finalmente será bastante para romper o teto histórico das oitavas.

Qual foi o resultado do jogo entre Suíça e Argélia na Copa do Mundo?

A Suíça venceu a Argélia por 2 a 0, no BC Place Stadium, em Vancouver, e garantiu vaga nas oitavas de final do Mundial de Seleções de 2026.

Quem é o filho de Zidane que jogou contra a Suíça?

O goleiro Luca Zidane, filho do ex-jogador Zinedine Zidane, foi o titular da Argélia. Ele sofreu sete gols em três partidas no Mundial.

Quais foram as escalações da Suíça e da Argélia na partida?

A Suíça joga com Kobel; Elvedi, Akanji, Rodríguez, Zakaria; Freuler, Manzambi, Xhaka; Embolo, Ndoye e Rubén Vargas. A Argélia atua com Luca Zidane; Mandi, Ait-Nouri, Belghali, Bensebaini; Zerrouki, Aouar, Chaibi, Bentaleb, Maza; Mahrez.

Que time avançou para as oitavas da Copa do Mundo após Suíça x Argélia?

A seleção da Suíça avançou para as oitavas de final do Mundial, tornando-se a 13ª equipe classificada para a fase de mata-mata.

Qual foi o desempenho da Suíça na partida contra a Argélia?

A Suíça é eficiente: marca aos 10 minutos com Embolo, amplia com Ndoye no início do segundo tempo, se defende bem e controla o jogo mesmo com menos posse de bola.


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