Brasil e Noruega estarão em lados opostos neste domingo. Mas, antes de a bola rolar, existe uma relação entre os dois países que muita gente desconhece — e algumas características da vida fora de campo ajudam até a entender o tamanho do desafio que a Seleção Brasileira terá pela frente.
O Brasil é dono da maior floresta tropical do planeta. A Noruega, um país com pouco mais de 5 milhões de habitantes, construiu parte de sua riqueza a partir da exploração de petróleo e gás.
Parece que estamos falando de dois mundos completamente diferentes. Mas é justamente o meio ambiente que aproximou brasileiros e noruegueses.
Adversários no futebol, parceiros na Amazônia
A Noruega é a principal doadora do Fundo Amazônia, criado para financiar ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento.
A parceria ambiental entre os dois países atravessa anos e envolve milhões de dólares destinados a projetos de preservação da floresta brasileira.
Em 2024, por exemplo, o governo norueguês anunciou uma nova contribuição de US$ 60 milhões ao Fundo Amazônia.
Ou seja: enquanto neste domingo Brasil e Noruega disputam uma vaga dentro de campo, fora dele os dois países trabalham juntos em uma das maiores agendas ambientais do planeta.
O país que transformou petróleo em estratégia
Existe uma palavra que ajuda a entender a Noruega: planejamento.
O país descobriu grandes reservas de petróleo e gás, mas decidiu transformar parte dessa riqueza em investimentos de longo prazo.
Essa cultura de organização, disciplina e planejamento também aparece no esporte.
A Noruega que enfrenta o Brasil não depende apenas de Erling Haaland.
O time aposta na força coletiva, em transições rápidas e em jogadores que sabem exatamente o papel que precisam cumprir dentro de campo.
Martin Ødegaard é o cérebro da equipe. Haaland é a principal referência ofensiva. E a velocidade pelos lados pode ser uma das armas para tentar surpreender a defesa brasileira.
Até a altura dos noruegueses pode virar problema
E existe um detalhe físico que chama atenção.
A Noruega tem uma das maiores médias de altura entre as seleções da competição: cerca de 1,87 metro.
O Brasil tem média próxima de 1,82 metro.
Cinco centímetros podem parecer pouco na vida comum. Dentro da área, em uma cobrança de escanteio ou falta, podem fazer diferença.
O jogo aéreo é um dos pontos que exigem atenção da Seleção Brasileira.
Evitar faltas desnecessárias próximas à área e reduzir o número de escanteios para o adversário pode ser parte importante da estratégia brasileira.
O Brasil precisa olhar menos para Haaland?
Parece estranho, mas talvez sim.
Haaland é um dos atacantes mais perigosos do mundo e exige atenção permanente.
O problema é quando toda a defesa passa a jogar olhando apenas para ele.
A Noruega conta com Ødegaard na criação e jogadores rápidos atacando os espaços.
Neutralizar quem faz a bola chegar até Haaland pode ser tão importante quanto marcar o próprio camisa 9.
Em outras palavras: antes de tentar parar o gigante norueguês, o Brasil precisa cortar o caminho da bola até ele.
Existe ainda um tabu que atravessa gerações
Brasil e Noruega já se enfrentaram quatro vezes.
E o Brasil nunca venceu.
Foram duas vitórias da Noruega e dois empates.
O encontro mais lembrado aconteceu em 1998, quando os noruegueses venceram a Seleção Brasileira por 2 a 1.
É um retrospecto curioso para uma seleção pentacampeã mundial.
Entre os países que enfrentaram o Brasil mais de uma vez, a Noruega carrega uma condição raríssima: nunca perdeu para a Seleção.
Neste domingo, o Brasil entra em campo não apenas por uma vaga na próxima fase.
Entra também para tentar encerrar uma história que começou há quase quatro décadas.
Quando e onde será Brasil x Noruega
Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo, 5 de julho, às 17h, pelo horário de Brasília.
A partida será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
No Brasil, o jogo terá transmissão da TV Globo, SporTV, ge TV e ge.globo. SBT e CazéTV também transmitem o confronto.
Fora de campo, Brasil e Noruega aprenderam a trabalhar juntos.
Dentro dele, porém, só um continuará sonhando.
E, pela primeira vez na história, a Seleção Brasileira tentará fazer algo que nunca conseguiu: vencer a Noruega.