Tarcísio amplia vantagem sobre Haddad e lidera disputa pelo Governo de São Paulo, aponta Datafolha

Governador aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad tem 30%; levantamento também indica vantagem de Tarcísio em um eventual segundo turno
Redação NC News
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece na liderança da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5). O levantamento mostra o atual governador com 46% das intenções de voto, contra 30% do ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito da capital, Fernando Haddad (PT).

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de julho, com 1.608 eleitores paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento também simulou um eventual segundo turno e aponta vantagem de Tarcísio sobre Haddad.

O que mostra a pesquisa?

De acordo com o levantamento, o atual governador mantém uma vantagem de 16 pontos percentuais sobre o principal adversário na disputa pelo comando do estado.

Veja os números do primeiro turno:

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 46%
  • Fernando Haddad (PT): 30%
  • Vera Lúcia (PSTU): 5%
  • Carlos Machado (PCB): 4%
  • Vivian Mendes (Unidade Popular): 4%
  • Branco, nulo ou nenhum: 8%
  • Não sabem: 3%

Caso esse cenário se confirme nas urnas, a eleição ainda dependerá da distribuição dos votos válidos para definir se haverá ou não segundo turno.

Como seria um eventual segundo turno?

A pesquisa também simulou um confronto direto entre os dois principais nomes da disputa.

Nesse cenário:

  • Tarcísio de Freitas: 53%
  • Fernando Haddad: 37%

Os números permanecem praticamente estáveis em relação ao levantamento anterior, divulgado em março.

O que mudou desde a última pesquisa?

Um dos principais fatos que alteraram o cenário eleitoral foi a desistência das pré-candidaturas de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB).

Nas pesquisas anteriores, ambos somavam aproximadamente 10% das intenções de voto.

Com a saída dos dois nomes, especialistas avaliam que parte desse eleitorado pode migrar para os candidatos que permanecem na disputa, concentrando ainda mais os votos e aumentando a possibilidade de definição da eleição ainda no primeiro turno, dependendo da consolidação das candidaturas até o período oficial da campanha.

Quem tem maior rejeição?

O Datafolha também perguntou aos entrevistados em quem eles não votariam de jeito nenhum para governador.

Os índices de rejeição foram:

  • Fernando Haddad (PT): 47%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 29%
  • Carlos Machado (PCB): 22%
  • Vera Lúcia (PSTU): 22%
  • Vivian Mendes (Unidade Popular): 15%

A rejeição é um dos indicadores acompanhados durante as campanhas porque pode influenciar o potencial de crescimento dos candidatos ao longo da disputa.

Como foi feita a pesquisa?

O levantamento ouviu 1.608 eleitores em diversas regiões do estado de São Paulo entre quarta-feira (1º) e sexta-feira (3).

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-01703/2026.

O que acontece agora?

Apesar da vantagem registrada na pesquisa, a disputa eleitoral ainda está em fase de pré-campanha.

As convenções partidárias, que oficializam as candidaturas, ainda ocorrerão, e os candidatos poderão intensificar agendas, alianças políticas e estratégias de campanha nos próximos meses.

Até o início oficial da propaganda eleitoral, novos levantamentos deverão medir possíveis mudanças no comportamento do eleitorado paulista.

Entenda o contexto

A eleição para o Governo de São Paulo em 2026 definirá o comando do maior estado do país pelos próximos quatro anos. O processo eleitoral ainda está em fase inicial, e as candidaturas dependem da oficialização pelos partidos durante as convenções.

Pesquisas de intenção de voto representam um retrato do momento em que são realizadas e podem variar ao longo da campanha. Até a votação, fatores como debates, alianças políticas, propostas dos candidatos e o cenário econômico podem influenciar a decisão dos eleitores.

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