A Inglaterra vence o México por 3 a 2 neste domingo (5), no Estádio Azteca, elimina os anfitriões nas oitavas do Mundial de Seleções 2026 e avança às quartas de final. O resultado derruba uma invencibilidade mexicana de 11 partidas em Mundiais no estádio e leva os ingleses a encarar a Noruega no dia 11 de julho, em Miami.
Tempestade, atraso e um Azteca em choque
A noite começa sob raios e trovões na Cidade do México. Uma forte tempestade obriga a organização a acionar o protocolo de segurança e o início do jogo atrasa 1 hora. As arquibancadas cheias, que esperam mais uma exibição dominante da seleção anfitriã, precisam de paciência.
Em campo, o México parte para cima desde o apito inicial. Pressiona a saída de bola inglesa, acelera pelos lados, vence a maioria das divididas. A Inglaterra recua, tenta esfriar o jogo e erra passes simples. O clima é de tensão e expectativa, mas o roteiro muda em poucos minutos.
Quando o relógio marca 36 minutos, Bukayo Saka encontra espaço pela direita. “Aos 36 minutos, Bukayo Saka avançou pela linha de fundo direita e cruzou na segunda trave para Jude Bellingham cabecear e inaugurar o placar no Azteca”, relata a CNN Brasil. O estádio silencia.
Nem há tempo para reagir. Menos de dois minutos depois, Bellingham recebe na entrada da área, tabela com Harry Kane e finaliza de novo. O 2 a 0 inglês desmonta o plano mexicano e transforma pressão em desespero momentâneo.
México reage, mas esbarra em Pickford
A resposta mexicana vem rápido. Aos 41 minutos, uma bola parada leva perigo à área inglesa. Ezri Konsa falha no corte e Julian Quiñones aproveita a sobra para fuzilar. O 2 a 1 reacende o Azteca, que volta a pulsar como nas grandes noites de 1970 e 1986.
O fim do primeiro tempo vira duelo entre ataque e goleiro. O México empurra a Inglaterra para dentro da própria área, arrisca de longe, cruza, tenta infiltração pelo meio. Jordan Pickford segura o que pode, com ao menos duas defesas difíceis antes do intervalo, e mantém a vantagem mínima.
O México vai para o vestiário com a sensação de que o empate é questão de tempo. A Inglaterra, apesar da vantagem, parece desconfortável. As conversas nos corredores indicam um jogo ainda aberto, com os donos da casa fortalecidos pelo apoio de mais de 80 mil torcedores.
Expulsão, pênaltis e drama em cascata
O segundo tempo começa com o México em alta rotação. Em menos de dez minutos, o domínio territorial se transforma em episódio-chave da partida. O zagueiro Jarell Quansah entra forte em Jesús Gallardo. O árbitro iraniano Alireza Faghani é chamado pelo VAR, vai ao monitor e decide pela expulsão. “O árbitro Alireza Faghani foi ao monitor do VAR e expulsou o zagueiro Jarell Quansah, que acertou a sola da chuteira acima do tornozelo de Jesús Gallardo em lance considerado de alta periculosidade”, registra a CNN Brasil.
Aos 9 minutos, a Inglaterra fica com dez jogadores. O México avança ainda mais, o Azteca ruge. O cenário pede empate rápido, talvez a virada. Mas a frieza inglesa pesa.
Aos 14 minutos, Anthony Gordon recebe em profundidade, invade a área e é derrubado pelo goleiro Raúl Rangel. Pênalti. Harry Kane assume a cobrança. “Harry Kane converteu o pênalti para ampliar: 3 a 1”, descreve a Exame. Em inferioridade numérica, a Inglaterra volta a abrir dois gols de vantagem.
O México não desiste. O time de casa martela e, aos 22 minutos, é a vez de o VAR atuar a seu favor. Kane comete falta em Brian Gutiérrez dentro da área. Novo pênalti, agora para os anfitriões. “Raúl Jiménez foi o responsável pela cobrança e descontou para os mexicanos, tornando o placar 3 a 2”, informa a CNN Brasil.
Os 20 minutos finais viram ataque contra defesa. O México ocupa o campo inglês, mexe na equipe, coloca mais gente na área. A Inglaterra se fecha, recua linhas, aceita sofrer. A transmissão registra 10 bloqueios da defesa inglesa e novas intervenções decisivas de Pickford.
Fim de um mito mexicano, afirmação inglesa
Quando Faghani apita o fim, o placar de 3 a 2 tem peso que vai além de uma vaga nas quartas. “A derrota por 3 a 2 para a Inglaterra, neste domingo à noite, foi a primeira do México em seu principal estádio nas três edições de Mundiais disputadas no país”, lembra o GE. O México entra naquela noite com um histórico de 10 jogos sem perder no Azteca em Mundiais, com 8 vitórias e 2 empates. Sai com uma marca quebrada e um silêncio pesado.
A campanha mexicana até ali alimentava um sonho maior. Três vitórias na fase de grupos, nenhum gol sofrido, a chamada maldição do quinto jogo deixada para trás depois de décadas. Jogar em casa, no Azteca, parecia blindar a equipe contra tropeços precoces. A Inglaterra desmonta essa sensação em 90 minutos.
A derrota obriga a federação mexicana a revisar planos. O time que exibia solidez defensiva cede 3 gols em 1 noite. A aposta na pressão em casa esbarra na experiência de um rival acostumado a jogos grandes. O trabalho de preparação física, mental e tática entra em avaliação detalhada, num processo que tende a se prolongar até as próximas competições continentais.
Para a Inglaterra, o efeito é o oposto. O time soma uma vitória que reforça autoestima e narrativa de superação. Vence o anfitrião, enfrenta 40 minutos com um jogador a menos, segura a pressão em um dos estádios mais emblemáticos do futebol. Bellingham, com 2 gols, sobe posições na briga pela artilharia e vira tema central na imprensa internacional.
Setores internos da seleção inglesa, da análise de desempenho à preparação física, ganham argumentos para manter o modelo atual. A escolha por meio-campistas versáteis e atacantes rápidos se mostra acertada em um jogo que exige adaptação constante, sob chuva, pressão e decisões de arbitragem milimétricas.
Quartas em Miami e Mundial mais imprevisível
Com a classificação, a Inglaterra volta as atenções para Miami. O duelo com a Noruega, marcado para 11 de julho, às 18h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, envolve trajetórias opostas. Os noruegueses chegam embalados pela eliminação do Brasil por 2 a 1. Os ingleses levam na bagagem a experiência de ter derrubado o anfitrião em um ambiente hostil.
As discussões sobre arbitragem e uso do VAR seguem após a partida. A expulsão de Quansah, os dois pênaltis marcados após revisão em vídeo e a condução de Faghani alimentam debates de especialistas e dirigentes. O torneio expõe, mais uma vez, como decisões de segundos podem redefinir campanhas inteiras.
O Mundial também reforça sua imprevisibilidade. O México cai em casa, o Brasil fica pelo caminho, seleções emergentes ganham espaço, e o equilíbrio de forças muda a cada chave definida. A Inglaterra tenta transformar a noite chuvosa no Azteca em ponto de virada definitivo. O México, agora fora, começa a lidar com a pergunta que ecoa nas arquibancadas vazias: quanto tempo vai demorar para a seleção voltar a viver um Mundial em casa com tamanha expectativa?
Quanto foi o jogo México x Inglaterra?
O resultado de México x Inglaterra foi 3 a 2 para os ingleses, pelas oitavas de final do Mundial de Seleções 2026, no Estádio Azteca.
Qual foi o resultado do jogo da Inglaterra ontem?
A Inglaterra venceu o México por 3 a 2 neste domingo, 5 de julho de 2026, e se classificou às quartas de final do Mundial de Seleções.
Quem a Inglaterra enfrenta agora nas quartas?
A Inglaterra enfrenta a Noruega nas quartas de final, no dia 11 de julho de 2026, às 18h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami.
Onde assistir ao jogo do México hoje?
O confronto México x Inglaterra já ocorreu neste domingo, 5 de julho de 2026. As reprises e melhores momentos ficam disponíveis nos canais e plataformas oficiais detentores dos direitos de transmissão no Brasil.