Uma suposta intervenção política nos bastidores do Mundial de 2026 ganhou repercussão internacional neste domingo (6). De acordo com o jornal The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou para Gianni Infantino, presidente da Fifa, solicitando a anulação da suspensão do atacante Folarin Balogun, que havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina.
Pouco tempo depois, a Fifa anunciou que a suspensão automática do jogador teria sua execução suspensa, permitindo que Balogun fique à disposição para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final do Mundial. A decisão provocou repercussão entre torcedores, especialistas e dirigentes, levantando questionamentos sobre a influência política no futebol internacional.

O que aconteceu?
Segundo a publicação americana, Trump entrou em contato diretamente com Gianni Infantino para defender a liberação de Balogun, considerado o principal atacante da seleção dos Estados Unidos.
Ainda conforme o jornal, integrantes do governo americano e pessoas ligadas à federação de futebol dos EUA também teriam atuado nos bastidores para tentar reverter a punição aplicada ao jogador.
Por que Balogun havia sido suspenso?
O atacante recebeu cartão vermelho direto na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina após uma entrada considerada violenta pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, que confirmou a expulsão após revisão no VAR.
Pelas regras disciplinares da Fifa, a punição resultaria automaticamente em suspensão por uma partida, deixando Balogun fora do confronto contra a Bélgica.
Como a Fifa justificou a decisão?
A entidade informou que a suspensão automática teve sua execução suspensa com base no artigo 27 do Código Disciplinar, dispositivo que permite, em situações específicas, suspender total ou parcialmente a aplicação de uma sanção durante um período probatório.
Com isso, Balogun poderá atuar normalmente diante da Bélgica, mas continuará sujeito às condições estabelecidas pela decisão disciplinar.
Trump comemorou nas redes sociais
Após o anúncio da Fifa, Donald Trump publicou uma mensagem agradecendo à entidade pela decisão.
O presidente americano afirmou que a Fifa “fez a coisa certa” ao reverter o que chamou de “uma grande injustiça”, reforçando seu apoio à seleção dos Estados Unidos na disputa do Mundial.
Caso gera repercussão internacional
A informação divulgada pelo The New York Times reacendeu o debate sobre a independência das decisões disciplinares da Fifa e a possibilidade de influência política em competições esportivas.
Até o momento, a Fifa não confirmou oficialmente a existência da ligação entre Trump e Infantino nem comentou se o suposto contato teve qualquer influência na decisão do Comitê Disciplinar.
Entenda o contexto
Folarin Balogun é um dos principais nomes da seleção dos Estados Unidos neste Mundial e vinha sendo decisivo na campanha da equipe. Sua expulsão contra a Bósnia colocava em risco sua participação nas oitavas de final. A posterior suspensão da execução da pena, somada às informações sobre uma suposta atuação de Donald Trump nos bastidores, transformou o caso em uma das maiores polêmicas da competição até agora. A Fifa sustenta que a medida foi tomada com base em seu Código Disciplinar, enquanto o episódio continua gerando questionamentos sobre os limites entre política e esporte.