Caiado critica imposto sobre petróleo e mira Lula e Bolsonaro em passagem pelo Rio

Pré-candidato do PSD à Presidência participou de encontro com representantes do setor de petróleo e gás e também falou sobre soberania, Pix e a disputa eleitoral de 2026.
Redação NC News
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O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, esteve no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (9) para participar de uma reunião no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

O encontro teve como um dos principais temas a manutenção do Imposto de Exportação de 12% sobre o petróleo bruto, medida que tem gerado críticas de representantes do setor.

Durante a agenda, Caiado defendeu mudanças na política de tributação e afirmou que decisões envolvendo setores estratégicos da economia precisam levar em consideração os impactos sobre investimentos e geração de empregos.

Setor de petróleo critica manutenção da cobrança
O IBP divulgou um posicionamento contrário à manutenção do imposto, afirmando que a cobrança pode prejudicar projetos de produção, investimentos e decisões empresariais no setor.

Segundo o instituto, a medida representa uma tributação com objetivo arrecadatório e deveria passar por uma discussão mais ampla dentro do processo legislativo.

O governo, por outro lado, mantém a cobrança como uma das medidas adotadas dentro da política econômica.

Caiado critica cenário político nacional

Durante a passagem pelo Rio, Caiado também comentou temas da disputa presidencial e foi questionado pela equipe do NC News sobre declarações relacionadas à possibilidade de vender o Pix e sobre a taxação aplicada pelos Estados Unidos ao Brasil.

O pré-candidato afirmou que acredita no país que defende e criticou políticos que, segundo ele, não teriam condições de comandar o Brasil.

Caiado também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro.

Segundo ele, Lula não poderia falar em soberania nacional e afirmou que Flávio Bolsonaro estaria equivocado ao tentar adiar medidas relacionadas à tributação.

Quem é Ronaldo Caiado

Nascido em Anápolis, Goiás, em 1949, Ronaldo Caiado construiu uma longa trajetória na política brasileira.

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele também tem formação em Administração. Antes de entrar na política, atuou como médico e produtor rural.

Caiado ganhou projeção nacional ainda na década de 1980, quando participou da criação da União Democrática Ruralista (UDR), entidade ligada à defesa dos interesses do setor agropecuário.

Em 1989, disputou a Presidência da República pelo Partido Democrata Cristão (PDC), em uma das primeiras eleições presidenciais diretas após a redemocratização.

Ao longo da carreira, foi deputado federal por Goiás, senador e, desde 2019, governador do estado.

Da oposição ao comando de Goiás

Durante anos, Caiado foi um dos principais nomes da oposição aos governos petistas em Brasília.

No Senado, ficou conhecido por posições críticas ao governo federal e pela defesa de pautas ligadas ao agronegócio, segurança pública e redução de impostos.

Em Goiás, foi eleito governador em 2018 e reeleito em 2022 no primeiro turno, consolidando força política regional.

Disputa pela Presidência em 2026

Com o fim do segundo mandato como governador, Caiado passou a se movimentar nacionalmente como uma alternativa dentro do campo de centro-direita para a eleição presidencial de 2026.

O político tenta construir uma imagem de gestor, associada ao desempenho administrativo em Goiás, enquanto busca ampliar apoio fora de sua base regional.

A corrida presidencial deve reunir diferentes nomes e dependerá das alianças partidárias, do cenário econômico e da definição dos principais grupos políticos do país.

Entenda o contexto

O debate sobre o imposto de exportação do petróleo acontece em meio a uma disputa maior sobre arrecadação, competitividade da indústria e o papel do Estado na economia.

Para o setor produtivo, mudanças frequentes em regras tributárias podem afetar investimentos de longo prazo.

Já o governo defende medidas que aumentem a arrecadação e equilibrem as contas públicas.
No cenário eleitoral, temas como economia, energia e soberania nacional devem estar entre os principais assuntos da disputa pela Presidência em 2026.

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