PF aponta servidora como peça-chave em suposto esquema de emendas ligado a Valdemar; entenda o que ela fazia

Investigação afirma que Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", teria coordenado a operacionalização de indicações de emendas atribuídas ao presidente do PL, que nega irregularidades; caso teve novo desdobramento após decisão do STF.
Redação NC News
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A investigação da Polícia Federal sobre o suposto direcionamento irregular de emendas parlamentares ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (10). Um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria exercido papel central na operacionalização de um esquema atribuído ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Segundo os investigadores, Tuca seria responsável por organizar e executar a tramitação de indicações de emendas parlamentares que, de acordo com a PF, eram definidas por Valdemar, apesar de ele não exercer mandato parlamentar. As conclusões fazem parte da investigação que também levou ao bloqueio de até R$ 119,2 milhões determinado pelo ministro do STF Flávio Dino.

O que a Polícia Federal aponta
De acordo com o relatório da PF, Mariângela Fialek ocupava uma posição considerada estratégica dentro de um “arranjo funcional informal” criado para viabilizar a destinação de recursos públicos.

A investigação afirma que mensagens extraídas do telefone celular da servidora indicam que ela centralizava informações, organizava pedidos e recebia orientações relacionadas às emendas atribuídas a Valdemar Costa Neto. Segundo a PF, mesmo sem ocupar cargo eletivo, o dirigente partidário aparecia como responsável por definir o destino dos recursos públicos investigados.

Como o suposto esquema funcionaria
Os investigadores afirmam ter encontrado planilhas, mensagens e outros documentos que, cruzados com dados oficiais do Portal da Transparência, permitiram identificar pelo menos 21 emendas parlamentares, que somam aproximadamente R$ 119,2 milhões.

Embora as emendas aparecessem formalmente vinculadas a parlamentares, a PF sustenta que a escolha dos municípios e dos recursos teria partido de Valdemar Costa Neto, com a operacionalização sendo feita por Mariângela Fialek e outros envolvidos.

Maioria dos recursos foi para cidades paulistas
Segundo a investigação, 15 das 21 emendas analisadas foram destinadas a municípios do estado de São Paulo.

Esse dado foi considerado relevante pela Polícia Federal para reconstruir a dinâmica de distribuição dos recursos investigados.

O que decidiu o STF
O ministro Flávio Dino, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões relacionados às emendas sob investigação.

Na decisão, o ministro afirma que há indícios de que Valdemar Costa Neto teria atuado diretamente no redirecionamento de recursos públicos, mesmo sem exercer mandato parlamentar, situação que é alvo da apuração conduzida pela Polícia Federal.

O que dizem os investigados
A investigação segue em andamento e não há condenação relacionada aos fatos apurados.

Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório. As conclusões apresentadas até o momento representam a versão da Polícia Federal e ainda serão analisadas pela Justiça.

ENTENDA O CONTEXTO
A investigação apura um suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Segundo a Polícia Federal, pessoas sem mandato parlamentar teriam influenciado a definição do destino de recursos públicos por meio de servidores da Câmara dos Deputados. A apuração ganhou força após a análise de mensagens, planilhas e documentos apreendidos durante as investigações, culminando na decisão do STF de bloquear valores relacionados ao caso. O inquérito continua em andamento e ainda poderá ter novos desdobramentos.

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