Vídeo: Incêndio florestal na Espanha mata 12 pessoas em Almería; vítimas foram encontradas dentro de carros e estrada virou armadilha

Fogo avançou rapidamente na região de Almería, no sul do país; autoridades dizem que parte das vítimas tentou escapar pelas estradas e acabou cercada pelas chamas
Redação NC News
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Doze pessoas morreram durante um dos incêndios florestais mais graves registrados na Espanha nos últimos anos. Quatro vítimas foram encontradas carbonizadas dentro de um veículo atingido pelo fogo na região de Los Gallardos, em Almería, na Andaluzia, sul do país.

As autoridades acreditam que as vítimas do carro sejam estrangeiras, possivelmente britânicas, porque o automóvel tinha o volante localizado no lado direito. Além dos mortos confirmados, outras 23 pessoas continuam desaparecidas enquanto equipes de emergência seguem combatendo as chamas.

O que aconteceu no incêndio em Almería?

O incêndio começou na quinta-feira (9) na região de Los Gallardos, uma área marcada por montanhas, ravinas e propriedades espalhadas pelo território.

O fogo se espalhou rapidamente devido às condições climáticas, principalmente os ventos fortes, que dificultaram o trabalho das equipes de emergência e mudaram a direção das chamas em pouco tempo.

Segundo as autoridades locais, algumas vítimas ficaram presas ao tentar deixar a região em seus veículos. Outras abandonaram os carros e tentaram fugir caminhando, mas acabaram cercadas pelo avanço do incêndio.

Moto abandonada completamente carbonizada. Foto: Internet

Quem são as vítimas encontradas no carro?

Quatro pessoas foram localizadas dentro de um veículo completamente destruído pelo fogo.

O chefe regional de gestão de desastres, Antonio Sanz, informou que existe a possibilidade de que elas fossem britânicas, já que o carro possuía direção do lado direito, característica comum em veículos usados no Reino Unido.

A região de Almería recebe muitos moradores estrangeiros, principalmente europeus atraídos pelo clima quente, pelo litoral do Mediterrâneo e pela tranquilidade das pequenas comunidades.

Além dessas quatro vítimas, outras oito pessoas foram encontradas mortas ao longo do caminho deixado pelo incêndio.

Como as pessoas morreram?

As primeiras informações indicam que parte das vítimas tentou escapar de carro ou a pé enquanto as chamas avançavam.

Moradores da região foram orientados pelas autoridades sobre quais caminhos deveriam seguir para deixar as áreas de risco. Porém, algumas pessoas escolheram rotas diferentes e acabaram entrando em zonas tomadas pelo fogo.

O presidente regional da Andaluzia, Juanma Moreno, afirmou que a orientação das autoridades era fundamental porque incêndios desse tipo podem mudar rapidamente de direção.

“O vento muda, então o fogo pode vir de uma direção e depois mudar para outra”, alertaram as autoridades durante os trabalhos de emergência.

Moradores receberam orientação para ficar ou sair?

A resposta das autoridades variou conforme cada área afetada.

Em algumas localidades, moradores receberam orientação para evacuar. Em outras, como o vilarejo de Bédar, a recomendação inicial foi permanecer dentro das casas porque o local estava protegido naquele momento.

Prefeitos e policiais passaram de porta em porta para informar moradores e turistas sobre os procedimentos de segurança. Segundo o prefeito de Bédar, Ángel Collado, algumas pessoas decidiram deixar a vila mesmo após os alertas para permanecerem no local.

Ele relatou que chegou a pedir para um grupo de moradores não sair, mas parte deles seguiu viagem por uma rota alternativa.

Por que o incêndio se tornou tão perigoso?

De acordo com as primeiras investigações, o fogo pode ter começado após a ruptura de um cabo de eletricidade em uma vala.

Com os ventos intensos, as chamas ganharam força rapidamente e avançaram cerca de 15 quilômetros em aproximadamente duas horas.

A região possui características que dificultam o combate: terreno montanhoso; vegetação seca; casas espalhadas; estradas estreitas; mudanças rápidas na direção do vento.

Qual é a situação atual do incêndio?

Mais de 400 profissionais continuam trabalhando para controlar as chamas.

O incêndio já destruiu cerca de 3.150 hectares de vegetação e obrigou aproximadamente 600 pessoas a deixarem suas casas.

As autoridades informaram que as condições meteorológicas previstas para os próximos dias podem ajudar no combate, mas o fogo ainda permanecia fora de controle.

Equipes de resgate também continuam procurando as 23 pessoas dadas como desaparecidas.

Entenda o contexto

A Espanha enfrenta frequentemente grandes incêndios florestais durante o verão europeu, período marcado por altas temperaturas, baixa umidade e vegetação mais seca.

Nos últimos anos, o país registrou episódios de grandes proporções, principalmente em regiões próximas ao Mediterrâneo, onde o calor intenso aumenta o risco de propagação rápida das chamas.

O caso de Almería chama atenção pela combinação de fatores que agravaram a tragédia: o avanço veloz do fogo, o relevo difícil e a tentativa de fuga de moradores por caminhos que acabaram se tornando perigosos.

As autoridades agora investigam a origem do incêndio e analisam se os procedimentos de evacuação adotados foram suficientes diante da velocidade com que a situação mudou.

 

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