Os Estados Unidos voltaram a contestar neste domingo (12) as declarações do Irã sobre o controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Em comunicado, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) afirmou que a passagem permanece aberta para embarcações comerciais e que as forças americanas estão preparadas para garantir a liberdade de navegação na região.
A manifestação ocorre após autoridades iranianas afirmarem que a travessia pelo estreito estaria sob controle do país. A troca de declarações aumenta a tensão em uma área estratégica para o comércio global de petróleo e gás natural, acompanhada de perto por governos e mercados internacionais.
O que disseram os Estados Unidos?
No comunicado divulgado neste domingo, o CENTCOM afirmou que o Estreito de Ormuz segue aberto a todas as embarcações e rejeitou a alegação de que o Irã controla a rota marítima.
Os militares americanos declararam ainda que permanecem posicionados para assegurar a liberdade de navegação e classificaram como injustificadas as ações iranianas na região.
O que afirma o Irã?
Do lado iraniano, autoridades sustentam que a passagem de navios pelo estreito está sujeita às determinações de Teerã e chegaram a afirmar que a circulação de determinadas embarcações não seria possível diante da atual crise.
As declarações fazem parte da escalada de tensão entre os dois países após meses de confrontos militares e disputas estratégicas no Golfo Pérsico.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. A passagem é considerada um dos principais corredores marítimos do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.
Uma eventual interrupção do tráfego pode afetar diretamente o abastecimento global de energia, pressionar os preços do petróleo e provocar reflexos na economia internacional.
O impacto pode chegar ao Brasil?
Embora o Brasil não dependa diretamente da rota para seu abastecimento interno, uma escalada do conflito pode influenciar o mercado internacional de petróleo.
Caso o preço do barril suba de forma significativa, os efeitos podem alcançar diversos países por meio do aumento dos custos de combustíveis, fretes e produtos ligados à cadeia de energia.
Especialistas acompanham a situação porque qualquer instabilidade em Ormuz costuma provocar forte reação nos mercados financeiros.
O que acontece agora?
A comunidade internacional acompanha os próximos movimentos de Washington e Teerã para verificar se haverá novas restrições à navegação ou uma escalada militar na região.
Até o momento, segundo os Estados Unidos, o tráfego marítimo continua funcionando normalmente, apesar das declarações divergentes entre os dois governos.
ENTENDA O CONTEXTO
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos estratégicos mais importantes do comércio marítimo mundial. Grande parte das exportações de petróleo dos países do Golfo passa diariamente pela região.
Sempre que surgem ameaças de bloqueio ou disputas militares envolvendo a passagem, aumentam as preocupações com o abastecimento global de energia e com possíveis impactos na economia. Nas últimas semanas, a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a crescer, levando ambos os países a trocar declarações sobre o controle da rota e a segurança da navegação.