Lesão de McGregor em 69s frustra revanche com Holloway no UFC 329

Conor McGregor sofre lesão precoce e Max Holloway conquista vitória no UFC 329.
Redação NC News
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Conor McGregor volta ao octógono após cinco anos na luta principal do UFC 329, neste sábado (11), mas fica apenas 1min09s em ação contra Max Holloway. O irlandês lesiona gravemente o joelho direito, abandona o combate, e o havaiano vence por nocaute técnico na T-Mobile Arena, em Las Vegas.

Revanche de 13 anos termina em anticlímax

A revanche entre McGregor e Holloway, marcada para o peso meio-médio, chega cercada de expectativa. O card principal começa às 22h (de Brasília), com a luta principal projetada para a 1h da madrugada de domingo (12). O plano é transformar o retorno do ex-campeão em duas categorias em um grande espetáculo durante a International Fight Week.

O que se vê, porém, é um desfecho brusco. No primeiro movimento da luta, McGregor tenta uma voadora. Ao pisar no chão, sente imediatamente o joelho direito. Minutos depois, Dana White, presidente do UFC, resume o diagnóstico preliminar: “Acredito que Conor McGregor tenha rompido o ligamento cruzado anterior do joelho direito”.

Holloway percebe o problema do rival e aponta para o árbitro. McGregor tenta seguir, ainda acerta um chute desequilibrado, escorrega de novo e acaba caindo por baixo. O havaiano parte para o ground and pound, golpeando de cima, enquanto o irlandês luta para sobreviver e se levantar.

Como a luta acabou em pouco mais de um minuto

McGregor consegue voltar à base, mas não esconde a dificuldade para apoiar a perna direita. A movimentação, que sempre foi um dos seus trunfos, praticamente desaparece. O árbitro observa, Holloway pressiona e o cenário fica cada vez mais claro: o irlandês não tem condição de continuar.

Com 69 segundos de combate, o juiz interrompe a luta. Holloway é declarado vencedor por nocaute técnico. McGregor deixa o octógono imediatamente e segue para atendimento médico, sem entrevistas ou despedidas. Imagens posteriores da entrada do irlandês na arena indicam que o joelho já incomodava antes mesmo de ele entrar na jaula.

Holloway, hoje com 34 anos, sai da T-Mobile Arena com uma estreia vitoriosa no meio-médio e um cartel de 24 vitórias e 9 derrotas no UFC. McGregor, que completa 38 anos na segunda-feira (13), chega à marca de 10 vitórias e 5 derrotas na organização, com apenas uma vitória desde 2016.

Holloway pede nova revanche e aponta anticlímax

No discurso após o anúncio oficial, Holloway divide a celebração com o rival. “Pessoal, salva de palmas para Conor McGregor. Ele queria manter a luta. Eu falei (para o árbitro sobre a lesão). Vou falar com o Dana e todo mundo, porque essa luta estava com muito hype. Vamos ter essa revanche, precisamos de mais uma luta. Terminar assim é um anticlímax”, afirma o havaiano, ainda no octógono.

A fala ecoa o sentimento na arena. O reencontro entre os dois ex-campeões acontece 13 anos depois do primeiro duelo, em 2013, quando McGregor vence Holloway por decisão unânime no peso leve. Desta vez, o roteiro não chega a se desenvolver. O que deveria ser uma medição de forças entre dois veteranos marcantes do UFC se transforma em mais um capítulo da sequência de lesões do irlandês, que já havia fraturado o tornozelo esquerdo contra Dustin Poirier em 2021.

Para Holloway, o resultado o projeta no novo peso, abre portas para lutas grandes no meio-médio e reforça seu nome num momento de renovação da categoria. Para McGregor, o cenário é o oposto: mais exames, provável cirurgia e meses de reabilitação, num corpo que acumula danos após uma carreira de alto impacto.

Impacto esportivo, financeiro e de imagem

A noite em Las Vegas tinha um roteiro ideal para o UFC. O retorno de seu maior astro em termos de audiência, a International Fight Week, o T-Mobile Arena lotado e transmissão exclusiva pelo Paramount+ no Brasil. A lesão de McGregor quebra o clímax esperado, frustra torcedores que madrugam para acompanhar a luta e limita o retorno esportivo de um dos cards mais promovidos do ano.

O prejuízo não é só de narrativa. A organização perde, por tempo indeterminado, o lutador que mais vendeu pay-per-views em sua história recente. Patrocinadores ligados à imagem de McGregor veem seu principal embaixador novamente afastado, enquanto o UFC precisa reorganizar o calendário. Qualquer plano de engatar McGregor em uma sequência de lutas, ou até em uma disputa de cinturão no meio-médio, volta para a prancheta.

A possibilidade de uma nova revanche com Holloway permanece no ar, agora como uma promessa de reparação. Ela depende, porém, de uma recuperação bem-sucedida de McGregor, que em 2026 já não lida apenas com adversários, mas com o relógio biológico e um histórico de contusões graves.

Outros destaques: Pimblett e Whittaker brilham

Embora a luta principal termine cedo, o UFC 329 oferece outros momentos de impacto. Na co-luta principal, o inglês Paddy Pimblett precisa de apenas 52 segundos para finalizar o francês Benoit Saint Denis com um triângulo de mão, no peso leve. O rival apaga sem bater em desistência, e o árbitro só interrompe após ser alertado pelo próprio Pimblett.

No card preliminar, o ex-campeão peso-médio Robert Whittaker estreia no meio-pesado com nocaute técnico sobre o ucraniano Nikita Krylov a 1min01s do terceiro round. Depois de dois assaltos disputados, um cruzado de direita na mandíbula faz Krylov sinalizar que não tem condições de seguir. O neozelandês soma a 18ª vitória na organização e se reposiciona em uma nova divisão após duas derrotas recentes entre os médios.

Os resultados ajudam o UFC a manter algum brilho esportivo na noite em que o retorno mais aguardado dos últimos anos termina abruptamente. Pimblett e Whittaker saem com moral ampliada e espaço para negociações futuras em posições de maior destaque nos cards.

O que vem agora para McGregor e para o UFC

O primeiro passo do pós-luta é médico. McGregor passará por exames detalhados nos próximos dias para confirmar a extensão da lesão no joelho direito. Em caso de ruptura do ligamento cruzado anterior, o protocolo comum envolve cirurgia e ao menos nove a doze meses de recuperação até retorno em alto nível, o que empurra qualquer plano de nova luta para 2027.

O UFC, por sua vez, deve redistribuir o peso de suas estratégias de marketing e venda de eventos. Nomes como Holloway, Pimblett e Whittaker ganham espaço natural nesse vácuo, enquanto a organização tenta manter o interesse em torno da figura de McGregor durante a recuperação, alimentando a narrativa de uma possível derradeira volta ao topo.

Se a revanche com Holloway vai acontecer, ninguém no T-Mobile Arena consegue garantir. O que fica claro, na saída de Las Vegas, é que a carreira de Conor McGregor entra em mais uma encruzilhada, em que cada nova lesão pesa tanto quanto qualquer derrota dentro da jaula.

Quando foi a luta entre Conor McGregor e Max Holloway no UFC 329?

A luta acontece na noite de sábado, 11 de julho de 2026, com a entrada dos lutadores por volta da 1h da madrugada de domingo (12), em horário de Brasília.

Quem venceu a luta entre Conor McGregor e Max Holloway no UFC 329?

Max Holloway vence Conor McGregor por nocaute técnico, após 1min09s de luta, quando o irlandês lesa o joelho direito e não consegue continuar no combate.

Por que Conor McGregor se machucou e abandonou a luta contra Max Holloway?

McGregor tenta uma voadora logo no início, e ao pisar no chão sente o joelho direito. Ele ainda escorrega ao chutar, piora a lesão e acaba sem condições de seguir.

Onde assistir à luta entre Conor McGregor e Max Holloway ao vivo?

No Brasil, o UFC 329, incluindo McGregor x Holloway, tem transmissão ao vivo e exclusiva pelo serviço de streaming Paramount+, mediante assinatura.

Quando Conor McGregor deve voltar a lutar após a lesão no UFC 329?

Não há data. Se a ruptura do ligamento cruzado anterior se confirmar, o retorno costuma levar de nove a doze meses, dependendo de cirurgia e reabilitação.

Qual foi a lesão sofrida por Conor McGregor na luta contra Max Holloway?

Dana White diz acreditar que McGregor rompe o ligamento cruzado anterior do joelho direito. O diagnóstico definitivo depende de exames de imagem pós-luta.


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